Franchising demonstra solidez e cresce em 2019

Setor registrou crescimento nominal de 6,9% em faturamento em relação ao ano anterior

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Franchising demonstra solidez e cresce em 2019

Setor registrou crescimento nominal de 6,9% em faturamento em relação ao ano anterior

Balanço prévio divulgado em janeiro pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) apontou que o franchising registrou crescimento nominal de 6,9% em faturamento em 2019, em relação a 2018. Na comparação dos períodos, o número de unidades cresceu 5,1%, o de redes subiu 1,4% e a geração de empregos aumentou 4,8%. A ABF estima que para cada unidade de franquia aberta no ano passado foram criados, em média, nove postos de trabalho formais no País. Segundo a entidade, esse desempenho foi motivado por alguns fatores, como a melhora nos índices de confiança empresarial e na performance do varejo ampliado. “Também vale destacar outros fatos que ocorreram em 2019, e que impactaram positivamente no setor: a aprovação da Reforma da Previdência, que de certa forma deu ânimo à economia, o início das discussões da Reforma Tributária, que deve ser concluída este ano, e alguns reflexos da Reforma Trabalhista, como a diminuição de ações trabalhistas nos Tribunais”, aponta o presidente da ABF André Friedheim. Mais dois pontos a favor do franchising nacional em 2019 foram a chegada de novas redes e a abertura de unidades com novos modelos de negócios, especialmente o home based. “Todos os dias inauguramos entre 23 e 25 novas operações de franquias, de diversos tamanhos e formatos. O interessante é que o franchising começou a atrair novas verticais. Cito, por exemplo, empresas que nasceram digitais, na internet, e hoje vêem a necessi­dade de se estabelecer no mundo físico. Tudo isso mostra o vigor e a força do sistema no Brasil”, afirma o presidente da ABF. O balanço da entidade aponta ainda que o desempenho dos segmentos de Casa e Construção e de Comunicação, Informática e Eletrônicos alavancou o crescimento do sistema como um todo. Segundo o diretor-executivo da entidade Marcelo Maia, esses dois tipos de redes fazem parte de áreas da economia que têm reagido mais rápido. “Em Casa e Construção, houve o aumento significativo de empreendimentos lançados e da compra e venda de imóveis que movimentam toda a cadeia. Já em Comunicação, Informática e Eletrônicos está muito associado ao aquecimento do mercado de celulares, periféricos e serviços correlatos, além de marketing digital e outras atividades on-line”, explica.

Projeções para 2020

Para este ano, as projeções da ABF são de elevação de 8% no faturamento, de 6% em unidades, de 1% no número de redes e de 6% na geração de empregos. “Esses índices refletem as expectativas positivas dos fran­queadores brasileiros e têm total correlação com a macroeconomia, com a taxa de juros em queda e previsão de crescimento do PIB na casa de 2%, patamar que já há alguns não conseguimos atingir”, analisa Maia. Friedheim acrescenta que, com a queda nas taxas de juros, nos próximos meses deve haver mais investimento em franquias de maior porte, o que irá gerar mais empregos. “Nos últimos anos crescemos muito com as microfranquias, agora a nossa aposta é um melhor desempenho das grandes.”

Internacionalização

O balanço da ABF também mostra aumento no número de marcas de franquias brasileiras com operações no exterior. No ano passado, 163 redes nacionais registraram presença em 107 países. O segmento mais representativo é o de Moda, com 35 marcas, seguido por Saúde, Beleza e Bem-Estar, com 32, e Alimentação, com 25.  No movimento contrário, foram registradas 214 franquias estrangeiras atuando no Brasil – ante 190 do ano anterior. Os segmentos que concentram a maior parte das marcas de fora são Alimentação (55); Saúde, Beleza e Bem- Estar (38), Moda (29), Serviços Educacionais (26) e Casa e Construção (15).

50 maiores franquias do Brasil

Junto com o balanço prévio do franchising em 2019, a ABF divulgou o Perfil das 50 Maiores Redes de Franquias no Brasil por número de unidades em operação – por questões de empate, ele conta com 53 marcas e, nesta edição, o número mínimo para figurar no ranking subiu de 301 para 321 operações. Também subiu o número médio de unidades por marca entre as 50 maiores: de 861 para 897. O número de redes com mais de mil unidades se manteve em 17. Embora o segmento de Alimentação tenha demonstrado queda (de 40% para 35%), continua a concentrar a maior parte das unidades, seguido por Saúde, Beleza e Bem-Estar (19%), Serviços Educacionais (13%) e Moda (7%). Quando se trata dos segmentos que mais cresceram em representatividade nesse ranking, destaque para Serviços e Outros Negócios (de 6% para 9%) e Serviços Automotivos (de 5% para 8%). A análise indica ainda que, nos dois últimos anos, enquanto o percentual de lojas tradicionais diminuiu de 88% para 85%, outros formatos (quiosques, unidades móveis, operações home based e store in store, por exemplo) passaram de 12% para 15%. “O franqueador brasileiro é criativo, busca sempre formas de atuar em diferentes mercados”, analisa o presidente da ABF. Em relação ao tempo de atividade como franqueadora, o Perfil das 50 Maiores Redes de Franquias no Brasil mostrou que a maioria (30 delas) tem operação acima de dez anos. Porém, uma franquia com menos de um ano de atuação entrou para o ranking e muitas franqueadoras têm sede e unidades concentradas na região Sudeste: 46% e 53,6%, respectivamente.