Bem-vindos à Década do Envelhecimento Saudável 

ONU decreta plano de ação que visa unir as nações em prol do fim do preconceito com a população idosa e a garantia de um futuro digno e inclusivo 

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Bem-vindos à Década do Envelhecimento Saudável

ONU decreta plano de ação que visa unir as nações em prol do fim do preconceito com a população idosa e a garantia de um futuro digno e inclusivo

A população mundial está envelhecendo, processo que vem ocorrendo desde 1950, mas ganhou força, principalmente, ao longo do século XXI. Só no Brasil, pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os idosos deverão representar 25,5% da população até 2060. Mas o fato de as pessoas estarem vivendo mais não significa que elas estão vivendo melhor. Diante disso, Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o período de 2021 a 2030 como a Década do Envelhecimento Saudável. Esse plano de ação estratégica é uma colaboração global, alinhada com os últimos dez anos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e reúne governos, sociedade civil, agências internacionais, profissionais, academia, mídia e o setor privado para melhorar a vida dos idosos, de suas famílias e das comunidades. Ele está pautado em quatro áreas de atuação: mudar a forma como pensamos, sentimos e agimos com relação à idade e ao envelhecimento (combater o ageísmo); garantir que as comunidades promovam as capacidades das pessoas idosas; entregar serviços de cuidados integrados e de atenção primária à saúde centrados na pessoa e adequados à pessoa idosa; e propiciar o acesso a cuidados de longo prazo às pessoas idosas que necessitem. “As ações partem de uma realidade demográfica que mostra o aumento do envelhecimento da população mundial com um cenário epidemiológico desfavorável. As pessoas estão ficando mais velhas, mas, infelizmente, não de forma saudável”, aponta a doutora em Gerontologia e professora responsável pelo Vitalitá – Centro de Envelhecimento e Longevidade da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, Mariana Reis Santimaria. De acordo com a ONU, essa resolução expressa a preocupação de que, apesar da previsibilidade do envelhecimento da população e do seu ritmo acelerado, o mundo não está suficientemente preparado para responder aos direitos e necessidades dos idosos e reconhece que o envelhecimento afeta não apenas os sistemas de saúde, mas também outros aspectos da sociedade, como mercado de trabalho, condição financeira e demanda por bens e serviços, como educação, habitação, cuidados de longa duração, proteção social e informação. Nesse sentido, a intenção é que todos os envolvidos tomem medidas para garantir que os maduros desfrutem das melhores condições de vida e saúde possíveis, levando em conta, que, a partir de 2030, a maioria dos países enfrentará um aumento expressivo dessa população. “Nesse período, o Brasil, por exemplo, terá mais pessoas 60+ do que adolescentes com até 14 anos de idade”, destaca Layla Vallias, fundadora da Hype50+ e coordenadora do FDC Longevidade, da Fundação Dom Cabral. Segundo ela, os objetivos e as diretrizes da Década do Envelhecimento Saudável vão estimular e capacitar as nações para a promoção de uma velhice digna a todos. Trabalho coletivo Para Layla, é fundamental o tema ganhar essa chancela e ter o apoio de grandes organizações, porém, para se alcançar um verdadeiro impacto global, é preciso ter agentes de mudança também nos pequenos lugares. “Assim, conseguimos chegar mais longe de forma mais rápida e, de fato, começar a ajudar essas pessoas agora, e não apenas no futuro”. Mariana complementa que o impacto e o retorno dos esforços da Década do Envelhecimento Saudável serão uma sociedade longeva, com saúde, mais justa e igualitária. “Uma nova realidade que colherá os valiosos benefícios das relações intergeracionais, já que as pessoas maduras têm muito a contribuir para a nossa sociedade”.