Evento com a CAIXA debate crédito para o franchising

Encontro on-line reuniu os presidentes da CAIXA, Pedro Guimarães, e da ABF, André Friedheim, além do presidente do Conselho da Associação, Ricardo Bomeny, e do vice-presidente da entidade, Tom Moreira Leite

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Evento com a CAIXA debate crédito para o franchising

Encontro on-line reuniu os presidentes da CAIXA, Pedro Guimarães, e da ABF, André Friedheim, além do presidente do Conselho da Associação, Ricardo Bomeny, e do vice-presidente da entidade, Tom Moreira Leite

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) realizou no dia 22 de julho sua primeira Super Live de 2021 com o Especial CAIXA para Franqueadores, Franqueados e Fornecedores. O presidente do banco federal, Pedro Guimarães, falou sobre o cenário econômico atual e detalhou iniciativas da instituição em um encontro com o presidente da ABF, André Friedheim, com o presidente do Conselho da entidade, Ricardo Bomeny, e com o vice-presidente da Associação, Tom Moreira Leite. Friedheim abriu o encontro considerando que o período mais difícil de enfrentamento da pandemia da Covid-19 parece estar sendo superado. “Já estamos vendo uma luz no fim do túnel. O momento atual traz uma mistura de otimismo e paciência para o empreendedor brasileiro”, disse. Segundo o presidente da ABF, pesquisa da Serasa Experian apontou que nove em cada dez empresários enxergam novas oportunidades geradas pela crise, mesmo que 64% dessas empresas tenham sentido algum impacto negativo durante esse período. Na sequência, Guimarães destacou o papel do Pronampe, programa criado pelo Governo Federal durante a pandemia para financiar micro e pequenas empresas, que envolvem as franquias. Segundo ele, 500 mil dessas empresas já receberam crédito por meio do programa, sendo a média do valor do empréstimo de R$ 80 mil. Já para as grandes redes de franquias, Guimarães sugeriu a abertura de capital como estratégia para essas empresas mudarem sua relação com os investidores. “As empresas que estão aqui hoje, várias delas, podem abrir o capital”, afirmou. O presidente da CAIXA lembrou que, quando assumiu a direção do banco, eram 600 mil pessoas que investiam em mercado de capitais no Brasil e hoje já são três milhões. “Ainda é muito pouco. Podemos chegar a 150 milhões”, defendeu. A importância do microcrédito, tema tratado por Guimarães, foi observada por Tom Moreira Leite. “O time da CAIXA pôde observar a alta resiliência dos nossos modelos de negócios e seu baixo risco relativo a outros segmentos”, disse. De acordo com o executivo, o franchising é um sistema formal de empreendedorismo assistido, o que é importante para as MPEs acessarem melhores opções de crédito. “Acho que a CAIXA enxerga o papel relevante que o franchising, junto com o banco, terá nesse novo ciclo de retomada, com geração real de emprego e renda”, ressaltou. Guimarães afirmou que a CAIXA é melhor no financiamento de longo prazo do que em capital de giro. Segundo ele, o banco tem vantagem comparativa no crédito de longo prazo e, normalmente, as menores taxas. Na visão de Bomeny, o desafio é “construir um produto customizado para o investimento no franchising ou, melhor dizendo, para que as franqueadoras e os franqueados possam crescer os seus negócios e fazer novos investimentos”. O presidente do Conselho da ABF propôs ao presidente da CAIXA que seja construída a “disrupção de prazos e garantias”, lembrando que o sistema de seleção de franqueados, característica básica do franchising no Brasil e no mundo, fornece ao banco um processo seguro e até auditável para concessão de crédito. “Fica aqui o desafio para para a gente construir e escrever juntos essa segunda parte da história, que é uma história não só nossa, como empresários, mas do franchising e do Brasil”, concluiu.