Seminário Setorial de Redes de Educação revela diagnóstico do segmento

Evento reuniu líderes e especialistas do segmento e foi palco da divulgação da Pesquisa Setorial de Redes de Educação, realizada pela ABF

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Seminário Setorial de Redes de Educação revela diagnóstico do segmento

Evento reuniu líderes e especialistas do segmento e foi palco da divulgação da Pesquisa Setorial de Redes de Educação, realizada pela ABF

O Seminário Setorial de Redes de Educação realizado na manhã do dia 23 de junho divulgou os resultados da pesquisa “Diagnóstico Setorial das Redes de Educação”, realizada pela ABF. O estudo, feito por amostragem com 42 marcas de serviços educacionais associadas – que correspondem a 44,2% das marcas associadas à ABF deste segmento –, revelou que as franquias de Serviços Educacionais avançaram no e-­commerce, na digitalização e no relacionamento com franqueados e clientes em meio à pandemia da Covid-19. Entre as ações estratégicas adotadas pelas redes pesquisadas devido à crise provocada pela pandemia, o levantamento indicou que a totalidade delas optou pelo “Desenvolvimento de Novas Tecnologias / Inovação”. Criar produtos e serviços e entregar serviços on-line foram as iniciativas de 93,9% dos respondentes. As promoções foram adotadas por 90,9% deles. Já o “E-Commerce / Vendas Online” foi a estratégia praticada por 75,8% dessas franquias. “Esse novo estudo da ABF mostra que as redes de educação se adaptaram rapidamente a essa nova realidade [da pandemia], ganharam eficiência, estão enfrentando os desafios e atendendo as novas demandas do consumidor, oferecendo seus serviços pelos diferentes meios, seja virtual, presencial, remotamente ou híbrido”, disse a coordenadora da Comissão de Educação da ABF, Sylvia Barros. O diagnóstico apontou que, apesar de a tradicional venda direta do material didático do franqueador ao franqueado ser predominante (47,6% dos respondentes), houve aumento da venda direta ao aluno, que passou de 13% em 2019 para 23,8% dos respondentes em 2021, o que indica um incremento do e-commerce. Quanto à forma de entrega de produtos aos alunos, o estudo registrou percentuais maiores de crescimento nos meios digitais. A entrega “Somente on-line” já implementada subiu de 7,8% para 36% e a intenção de implementar, de 7,4% para 43% de 2018/2020 para 2020/2021. O formato “Somente híbrido” implementado passou de 23,5% para 45%, e de 48,1% para 52% na pretensão de implementar. Já o modo “Somente impresso” apresentou redução, de 66% para 55% aos que pretendem implementar. A adoção de metodologias de ensino híbridas (presenciais e remotas) predominaram entre as redes durante a suspensão das aulas presenciais nesse período pandêmico. Segundo o estudo da ABF, 66,7% das franquias pesquisadas adotam essa metodologia. A plataforma mais amplamente utilizada foi o Zoom (66,7%), dado a seus recursos úteis para aulas, como formação de grupos e a realização de anotações na tela. Na área de comunicação, o estudo identificou o faturamento do franqueador investido em marketing institucional passou da faixa de até 5% para 6% a 10% para mais da metade dos entrevistados, sendo que o uso de canais digitais foi a prioridade de ambas as pontas. “De fato, houve um esforço maior para a atração de alunos dado o contexto, mas essa busca foi feita de forma mais dirigida, tanto que houve uma queda de 13% no custo médio de captação por aluno. Destaque também para o maior uso de landing pages e de redes sociais”, explica Sylvia Barros. O maior desafio enfrentado pelas redes pesquisadas em 2020 foi o aumento de faturamento, para 73,0% delas, e a recuperação da receita durante a pandemia, segundo 70,3% das respondentes. Já neste e no próximo ano, o desafio mais citado foi a recuperação, com 81,1% das respostas, e o aumento da receita, para 78,4% das marcas. A situação econômica vem em terceiro lugar, apontada como maior desafio enfrentado ano passado por 56,8%, e visto como o principal deles para 70,3% das franquias pesquisadas entre 2021 e 2022. Em relação ao prazo médio para retorno do investimento ao franqueado, o levantamento indicou que ele ocorre no período de um a dois anos para 54,1% das redes. Houve também uma evolução de 6,4% para 10,8% para o prazo de seis meses a um ano, em relação ao estudo de 2018. O estudo identificou, ainda, um movimento importante: enquanto houve uma queda do valor do tíquete médio da mensalidade por aluno de cerca de 10% de 2018 para 2020 – em grande parte relacionada à realização de promoções e condições especiais –, houve um aumento de 34% no tíquete médio dos materiais didáticos. Esse último dado está muito associado ao fato de que mais do que apenas uma apostila ou livro, o material didático passou a ser uma plataforma digital associada a um serviço na qual o aluno tem acesso a esses conteúdos, seja qual for o formato (texto, vídeo, atividades). Palestras Após Sylvia Barros abrir o evento e apresentar os resultados da pesquisa, o diretor da ABF Regional Interior de São Paulo e CEO do Grupo MoveEdu, Rogério Gabriel, contextualizou o cenário das franquias do segmento, que já vinham em um processo de transformação digital, acelerado com a pandemia da Covid-19. Para ele, esse período desafiador mostrou “o quanto a educação é relevante na vida das pessoas. O quanto é importante o papel do professor, do educador, em qualquer movimento, que seja na educação remota, presencial, on-line, que influencia na vida dos nossos alunos”. Os aprendizados do segmento de Serviços Educacionais e as oportunidades do franchising foram debatidos no painel com Julio Segala (Kumon), Eduardo Pacheco (Park Idiomas) e Luiz Moraes (Supera Ginástica para o Cérebro), coordenado por Adir Ribeiro (Praxis Business). Segundo Pacheco, as redes precisam ter um “olhar muito forte para a criação de valor”. Já a análise sobre “o novo perfil do consumidor e a jornada do aluno” coube a Decio Pecin (CNA), membro do Conselho ABF, Rogério Gabriel, Yuri Beltramin (Happy Code) e Douglas Nogueira (Talent Marcel), sob moderação de Sylvia Barros.