Congresso Internacional de Franchising debate jornada de marcas brasileiras no exterior

Especialistas analisaram perspectivas no cenário internacional e debateram o Protocolo de Madri

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Congresso Internacional de Franchising debate jornada de marcas brasileiras no exterior

Especialistas analisaram perspectivas no cenário internacional e debateram o Protocolo de Madri

O segundo dia da ABF Franchising Week terminou com a jornada das marcas brasileiras no exterior no Congresso Internacional de Franchising. Natan Baril, diretor Internacional da entidade, abriu o evento falando do importante papel do Programa Franchising Brasil no processo de internacionalização das redes nacionais. Com mais de 15 anos de existência, o programa é fruto da parceria entre a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Ao longo desse período, a entidade e as empresas participantes estiveram em mais de 40 países em todos os continentes, em importantes feiras de franchising em diversas missões comerciais e de prospecção. Atualmente são mais de 70 empresas envolvidas, “beneficiando-se de ações de promoção e capacitação que alavancam a internacionalização dos conceitos brasileiros para as diversas partes do mundo, fortalecendo o sistema de franquias e gerando divisas para o Brasil”, disse Baril. No painel “Do Brasil para o mundo – Processo de internacionalização”, moderado por Donato Ramos (Imaginarium), Georgios Frangulis (OAKBERRY) e Sergio Bocayuva (Usaflex) compartilharam suas experiências na jornada de internacionalização das marcas. Frangulis destacou dois aspectos vivenciados pela rede no exterior: a escolha de ponto não deve se ater necessariamente a fluxo de pessoas, e sim à proximidade com o público formador de opinião, e deve-se tratar de forma padronizada as operações estrangeiras, supervisionando-as por meio dos operadores locais, tendo a certeza de que a “experiência OAK” está sendo oferecida àquele consumidor do mesmo modo que no Brasil. Ambos os executivos assinalaram a relevância da seleção de operador e da adaptação à cultura locais. Para Bocayuva, a rede deve ter um bom plano de negócios e dar suporte ao operador local. “São fatores fundamentais para que você capture e entregue valor e serviço e tenha um crescimento sustentável da sua operação”. Desafios “Os desafios da internacionalização no mercado mundial” foram apontados pelos consultores Harold Kestenbaum, da Spadea Lignana, e Gabriel Grasiuso, da SURPLUS Internacional, no painel moderado por Natan Baril. Segundo ele, investimento e financiamento são desafios a serem enfrentados pelas redes internacionalmente. De acordo com Kestenbaum, “os aspectos regulamentais não são baratos, portanto, as redes que desejam operar nos Estados Unidos devem estar capitalizadas para isso”. Ainda segundo o especialista americano, o momento é propício para franqueados conseguirem obter financiamento nos Estados Unidos, que disponibiliza recursos a juros baixos, ao contrário do que aconteceu na crise de 2008 e 2009. O uruguaio Graciuso apresentou um panorama da América Latina no cenário atual de pandemia e fatores fundamentais para marcas brasileiras iniciarem a expansão além-fronteiras. Para ele, a proximidade geográfica dos mercados é um deles. Países como Paraguai, Uruguai e Bolívia são muito interessantes como mercado-teste. “O mercado mais interessante vai depender da empresa e da origem”, disse. Protocolo de Madri O Congresso da ABF debateu também “O Protocolo de Madri e os tratados internacionais como estratégia de expansão internacional das franqueadoras” com alguns dos maiores especialistas sobre o assunto no País. Moderado por Luiz Henrique do Amaral, membro do Conselho ABF e sócio do escritório Dannemann Siemsen, o painel contou com a participação de José Graça Aranha, diretor regional da OMPI – Organização Mundial da Propriedade Intelectual, braço da ONU; Maximiliano Arienzo, chefe da Divisão de Propriedade Intelectual do Itamaraty (DIPI), e Fabiano Barreto, coordenador da mesma área na Confederação Nacional da Indústria (CNI). A relevância da proteção às marcas foi destacada pelos especialistas. “É muito importante que a empresa tenha consciência de proteger a marca logo no início”, ressaltou Aranha. Concordando com o que disse o diretor da OMPI, Arienzo afirmou que “a estratégia de projeção internacional das companhias tem que levar em conta, desde o princípio, a proteção da sua identidade visual”. Para ele, este é o aspecto mais importante e é o que o Protocolo de Madri visa solucionar e propiciar não apenas para um, mas para vários mercados internacionais. Barreto lembrou que a Colômbia, com perfil similar ao Brasil, é um país exemplar na utilização do Protocolo, que entrou em vigor em 2019 e que teve a Arezzo como a primeira marca brasileira a aderir. Segundo ele, no primeiro ano o número de pedidos via Protocolo de Madri foi tímido, no segundo ano começou a ter uma aceleração e dali em diante a Colômbia virou um grande usuário do Protocolo. A ideia é estimular as franquias brasileiras a fazerem o mesmo. “A gente pode, sim, através do Protocolo de Madri usar essa via mais barata, menos burocrática e, sem dúvida, muito mais fácil e muito melhor para o empresário brasileiro”, afirmou. O Seminário terminou em grande estilo, com o Talk Show “Os desafios do planejamento estratégico no mercado internacional”. Moderado por Marcelo Cherto, CEO do Grupo Cherto, o bate-papo contou com Artur Grynbaum (Grupo Boticário), Alexandre Birman (Arezzo&Co) e João Augusto Fugiwara (Subway). Os executivos detalharam as estratégias das redes para avançar internacionalmente. Para eles, estudar a cultura local é fundamental para o sucesso da marca nessa expansão. Pensar, planejar, ter foco, alocar talentos são pontos relevantes a serem observados na visão dos especialistas. E mesmo que a jornada seja longa, os especialistas entendem que é preciso segui-la. “Não há atalhos”, sintetizou Cherto.