Congresso de Franqueados debate gestão financeira, gente e relacionamento com shoppings

Evento on-line reuniu vinte especialistas que também trataram de eficiência operacional e cultura organizacional

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Congresso de Franqueados debate gestão financeira, gente e relacionamento com shoppings

Evento on-line reuniu vinte especialistas que também trataram de eficiência operacional e cultura organizacional

O último dia da ABF Franchising Week Virtual 2021 começou com o Congresso de Franqueados. Vinte especialistas trataram de assuntos dos mais relevantes, como equilíbrio financeiro, especialmente neste período de pandemia, gente e gestão, canais de venda, relacionamento com shoppings, transformação e cultura digital. O diretor de Franqueados da ABF, Alberto Oyama (L’Occitane au Brésil, Açaí Concept e Estetic 360), e o coordenador da Comissão de Franqueados da ABF, Glauber Gentil (Gentil Negócios), deram as boas-vindas ao público e apresentaram um panorama do momento atual e dos temas a serem debatidos. O painel de abertura enfocou a gestão financeira e como combinar o DRE (Demonstrativo de Resultado) e o fluxo de caixa para auxiliar o empreendedor a sobreviver à crise provocada pela Covid-19. Participaram Antonio Carlos Diel (Lojas Calci), diretor da ABF Regional Sul; Fabiano Lot (Spoleto, Mania de Churrasco e Domino’s); Afrânio Putarco (Adidas, Artex, KFC, MMartan e Loungerie), e Maurício Galhardo (FFcube), com moderação de Sandro Alves (Depyl Action). Diel contou que conseguiu capitalizar a rede por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). “Nós temos conseguido ter resultados melhores do que no ano passado, mesmo com a crise, baixando o ponto de equilíbrio, redução dos gastos, consciência dos números e potencializando as vendas ao máximo, daí o Pronampe foi parceiro”, disse. Para Galhardo, o franqueado deve ter “DRE e fluxo de caixa atualizados na mão sempre”. Moderado por Fabiana Estrela (Caverna do Dino), diretora de Capacitação da ABF, o painel “Gente e Gestão – A importância das pessoas na eficiência operacional como suporte à Transformação Digital”, contou com a participação de Rodrigo Gobbo (Grupo Natureza), Cristy Martins (The Body Shop), Cristiane Prado (Francap) e James Nogueira (Plano Consultoria). Os painelistas foram unânimes ao dizer que a transformação digital passa necessariamente pela cultura organizacional e está centrada nas pessoas mais do que na tecnologia. Segundo Nogueira, não há transformação digital se a empresa tiver uma cultura restritiva e essa transformação deve ser “alicerçada em pessoas, em processos e a tecnologia vem para alavancar isso”, afirmou. “Falando na linguagem do franchising, é uma exigência de reformatação. Precisamos reformatar a nossa cultura, a nossa forma de enxergar os processos, de agir como pessoas e profissionais, tendo o cliente no centro e a colaboração como uma energia, um grande combustível para fazer tudo isso acontecer”, completou Fabiana. As negociações e os relacionamentos com shopping centers foram analisados por Daniel Cerveira (Cerveira Advogados), Mauro Nomura (Grupo Nomura), Marcos Netto (NCSA) e Glauber Gentil, moderador. Os especialistas defenderam que as negociações devem ser feitas à exaustão. De acordo com Cerveira, “pela pandemia, podemos defender que o contrato pode ser tanto revisado, quando existir um cenário de onerosidade excessiva e vantagem para um lado, como também a isenção de qualquer penalidade”. “Cultura Digital – Como construir uma cultura para uma virada mais rápida para um mundo mais digital” foi o tema do painel de encerramento do Seminário. O encontro contou com Daniel Gentil (Gentil Negócios), Tomie Fuzii Sakamoto (Arezzo), João Branco (McDonald’s), Denis Santini (Grupo MD) e Marcelo Marques (PicPay), com moderação de Alberto Oyama. Segundo os painelistas, a Covid-19 acelerou os processos de revolução digital que já estavam acontecendo. Head de Transformação Digital da Gentil Negócios, Daniel Gentil convidou aqueles que temem as possíveis dificuldades do processo de digitalização, que se arrisquem. “Tente fazer, provavelmente a gente vá fazer algumas coisas erradas, mas pelo menos a gente vai estar, quando essa onda passar e o modelo certo for definido, muito mais próximo de estar bem posicionado do que quem está esperando essa onda passar”, concluiu.