Venda por live ganha espaço no Brasil

Por conta da pandemia de Covid-19, a estratégia passou de tendência à realidade nas empresas, e no mercado de franquias não foi diferente

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Venda por live ganha espaço no Brasil

Por conta da pandemia de Covid-19, a estratégia passou de tendência à realidade nas empresas, e no mercado de franquias não foi diferente

partir de março de 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus e suas consequentes regras de distanciamento social para tentar conter o contágio, as lives se tornaram parte da vida dos brasileiros. Cantores, atores, jornalistas, médicos, empresários e influenciadores, entre outros profissionais, adotaram essa nova forma de conversar com o público e seus seguidores. E as empresas não ficaram para trás. Aos poucos, elas perceberam que podiam usar esse formato e a alta audiência para alavancar os negócios pela internet e melhorar o faturamento. Consolidado na China ainda antes da Covid-19, esse tipo de venda, chamado de live commerce (ou ainda de live shopping e shopstreaming), na verdade, não chega a ser uma novidade no País – quem aí nunca assistiu ao canal Shoptime? –, porém, com a digitalização, o avanço da tecnologia, o crescimento das redes sociais e as recentes opões de pagamento, ele ganhou novas roupagem e linguagem e migrou da televisão para a internet. “O Brasil tem um público muito especial e é um solo fértil para essa estratégia. Com ela, conseguimos oferecer para o consumidor uma experiência mais pessoal do que as lojas digitais, quase como a das lojas físicas, e tudo no conforto de casa”, comenta a sócia da Mimo, plataforma de shopstreaming nacional, Monique Lima. Um dos destaques dessas lives, segundo ela, é o chat, pois, através dele, o comprador pode tirar dúvidas quase de forma instantânea e até pedir para que o apresentador mostre melhor um ângulo ou detalhe do produto. “A interação é o grande diferencial, e isso se reflete nos números. Enquanto no e-commerce a conversão é entre 1,6% e 2%, na live é de cerca de 3%.” De olho no potencial desse mercado, a Chilli Beans promoveu a Chilli Live Circus em 2020. “Ela surgiu da necessidade de inovar os nossos canais de venda por conta da pandemia. Esse tipo de iniciativa tem sido uma febre internacionalmente, e, aqui, não quisemos ficar no básico. Como está na nossa identidade inovar, fizemos algo diferente do convencional, capaz de contar histórias únicas, converter vendas on-line e gerar fluxo para as lojas. Trouxemos uma estética circense para ajuda a gerar entretenimento”, relata o fundador e CEO da rede, Caito Maia. No segundo semestre do ano, a empresa realizou duas lives. Na primeira, foi feito o lançamento da coleção de óculos Alexandre Herchcowtich, com a participação de Isis Valverde e Marco Lucque, e, na segunda, foi apresentada a coleção Marvel, com a presença de alguns influenciadores do universo geek, entre eles Luciano Amaral. Durante os eventos, também foram anunciadas diversas promoções, como óculos pela metade do preço, e ofertados brindes exclusivos atrelados aos produtos lançados. Além disso, para movimentar as lojas físicas, após a sua finalização, as condições especiais se estenderam por sete dias para todas as unidades da rede no Brasil. Com tudo isso, a marca conseguiu um aumento de 25% nas vendas. Devido a esses bons resultados, Maia adianta que, para 2021, os shopstreamings continuam nos planos da marca, que ainda tem a meta de atingir R$ 650 milhões de faturamento e abrir 50 novas lojas Chilli Beans e 100 Óticas Chilli Beans. A Imaginarium foi outra rede que apostou nesse modelo de vendas. “Estamos sempre atentos às tendências de mercado e vimos a iniciativa de lives commerce na Ásia e em algumas redes no Brasil. Acreditamos em novas formas de comunicação para estarmos mais próximos de nossos consumidores”, diz o gerente de Marketing, Bruno Astolfi. No início da pandemia, a companhia começou com lives em seu perfil oficial no Instagram, realizadas diretamente das lojas. Em novembro, fechou uma parceria com a Mimo, e fez uma nova ação, tendo mais de 1,2 mil acessos no total, com pico de 400. A Casa MinD, outra marca do grupo Uni.co, dono da Imaginarium, também participou. “Além de vender, buscamos gerar conteúdo, por isso, convidamos influencers e especialistas da área como arquitetos e curadores de produtos, o que embasou a demonstração”, aponta Astolfi, complementando que empresa pretende seguir no caminho do shopstreaming este ano.