Sem aglomeração e com segurança

Com as restrições impostas pela Covid-19, muitas empresas têm investido em tecnologias para evitar o excesso de pessoas nos estabelecimentos e poder manter o funcionamento. Confira o que tem sido utilizado no franchising

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Sem aglomeração e com segurança

Com as restrições impostas pela Covid-19, muitas empresas têm investido em tecnologias para evitar o excesso de pessoas nos estabelecimentos e poder manter o funcionamento. Confira o que tem sido utilizado no franchising

Cardápio digital, totem de autoatendimento, pagamentos sem contato, agendamento on-line, sistemas de organização de filas e de controle de acesso. Essas são apenas algumas das novidades tecnológicas que as empresas tiveram de implementar para evitar aglomerações e garantir a segurança de clientes, funcionários e parceiros diante da pandemia da Covid-19. No Burger King, por exemplo, quando seus 857 restaurantes (671 próprios e 197 franqueados) foram fechados para o público, inicialmente os esforços foram voltados aos serviços de drive thru, take out e delivery – este último, através de terceiros (Uber Eats, iFood e Rappi), aplicativo próprio e WhatsApp. Após a retomada do funcionamento físico, as ações se voltaram para a ampliação da instalação dos totens de autoatendimento, a fim de diminuir a proximidade entre as pessoas. Atualmente, essa ferramenta de pedidos está em 100% das lojas Popeyes e 50% das lojas BK do País. Outro grande foco da companhia foi a expansão das formas de pagamento sem contato, em que o consumidor realiza a compra via aplicativo e retira no drive thru. Nesse sentido, também firmou, em julho de 2020, uma parceria com a ConectCar. Além disso, realizou, pela primeira vez, uma Black Friday 100% virtual, com cupons disponibilizados por meio de gamificação. “Assim como a maior parte das empresas voltadas para a alimentação, sentimos um impacto no início da pandemia, que nos pegou de surpresa, mas conseguimos reverter a situação e ir ao encontro do movimento favorável da transformação digital, que se tornou extremamente representativa para o negócio”, diz o CMTO da rede no Brasil, Ariel Grunkraut, responsável pelas áreas de Vendas, Marketing e Tecnologia. “Nossa prioridade desde o início foi preservar a segurança e a saúde de colaboradores e consumidores”, acrescenta. Como reflexo de todas as ações, o Burger King, no terceiro trimestre do ano passado, teve uma receita operacional de R$ 522,3 milhões. “Isso é resultado da retomada de tráfego nos ­shoppings, com a excelente performance das Free Standings (restaurantes de rua com drive thru) e o crescimento das vendas digitais. O desempenho do delivery também foi fundamental para reforçar o faturamento. Nossa receita nos canais digitais foi de R$ 136,3 milhões, um aumento de 217% em relação ao mesmo trimestre de 2019, quando atingiu R$ 43 milhões”, informa o executivo da marca. Mais algumas redes do segmento de alimentação que investiram em soluções tecnológicas para manterem suas operações foram Johnny Rockets, Água Doce Sabores do Brasil, Montana Grill, Griletto, Jin Jin, Croasonho e Spoleto. Todas elas adotaram cardápio digital, por meio de QR Code, para o cliente não precisar pegar os menus com as mãos, e o Spoleto, assim como o Burger King, ainda instalou totens de autoatendimento. Em se tratando dos mercados de saúde e beleza e bem-estar, a GOU Odonto implantou em todas as suas unidades o teleatendimento, no qual a triagem ou até o início da consulta pode ser realizado por meio de chamada de vídeo. O mesmo fizeram OdontoCompany e Acesso Saúde. Já a rede de harmonização facial Royal Face, em respostas às restrições impostas pela pandemia, passou a contar com avaliação e pagamento on-line. No seu caso, funciona assim: o cliente entra em contato com a clínica e marca a avaliação prévia, realizada por vídeo, para entender e determinar o tipo de procedimento específico que melhor atenda às suas necessidades. O pagamento é feito através de um link. “Estimávamos faturar 20% por loja com essa estratégia no pico da pandemia, mas, para nossa surpresa, tivemos franquias que conseguiram até 50% do faturamento com a venda dos serviços on-line. Mesmo com a Covid-19, o ano de 2020 foi bom para o nosso negócio”, relata o sócio-diretor da rede, Rodrigo Boreli. E os investimentos da empresa não foram apenas para os consumidores, teve novidade também para os franqueados. “Triplicamos a quantidade de conteúdo e de aproveitamento do tempo com a consolidação da nossa plataforma EAD para a intensificação de workshops, e o processo de recrutamento e seleção passou a ser todo virtual”, informa o executivo, complementando que a Royal Face, com 66 unidades inauguradas e outras 121 em fase de implantação, pretende investir este ano mais de R$ 35 milhões, gerar mais de mil empregos diretos e crescer em torno de 430%. Inovações vieram para ficar A adoção de ferramentas que evitam aglomerações e garantem um ambiente mais seguro são, hoje em dia, não só um diferencial para as empresas, mas também uma questão de sobrevivência. E não pense que elas serão dispensadas quando a vida voltar ao “normal”. “Com certeza vieram para ficar. Passadas as restrições da pandemia, a mentalidade inovadora permanecerá e as inovações serão cada vez mais utilizadas”, afirma o especialista em Tecnologia e Inovação, Arthur Igreja. Mas com tantas opções disponíveis, escolher a ideal requer alguns cuidados. “É importante entender o contexto regional e o perfil do público para não gastar energia à toa. E é fundamental fazer testes e analisar o comportamento do consumidor. No geral, é melhor implementar menos tecnologias, mas com maior efetividade”, pondera o profissional. Junto com as soluções já citadas utilizadas pelo franchising, outras bastante interessantes estão disponíveis no mercado. A Seal Sistemas, por exemplo, conta em seu portfólio com os serviços digitais Sem Fila, voltado a controlar o acesso de clientes e gerenciar filas virtuais em lojas, supermercados, bares e restaurantes, e Kairos Desk e Kairos Meeting, para apoiar o rodízio de mesas e o agendamento de salas dentro dos escritórios. A companhia ainda trabalha com câmeras medidoras de temperatura e verificadoras do uso de máscaras em uma distância de até três metros. “São tecnologias simples e acessíveis para negócios de qualquer porte, e que, muitas vezes, dependem apenas do celular e de uma conexão à internet”, afirma o CEO Wagner Bernardes. A Avantia, integradora de soluções de tecnologia para a área de segurança eletrônica, análise inteligente de vídeo e infra de TI, também fornece equipamentos que podem ajudar os negócios funcionários em meio à pandemia. “Através da nossa AI Toolkit, geramos alarmes de quantidades máximas de pessoas dentro de um ambiente e podemos variar de acordo com o tamanho de cada espaço e ambiente monitorado. A câmera do local torna-se inteligente com a tecnologia e que, agora, pode contabilizar pessoas, definir alertas de aglomeração, tanto de clientes como de funcionários, contar filas e até verificar a não-utilização das máscaras faciais”, explica o diretor de Negócios Digitais da empresa, Teco Sodré. Segundo o executivo, eles também contam com dispositivos especializados integrados como câmeras térmicas, para aferição de temperatura corporal, e de controles de acessos, como catracas e portas, que podem evitar a circulação das pessoas em um número maior do que o permitido. “Tudo auxilia na diminuição de um risco maior a proliferação do vírus aumentando a segurança sanitária nos estabelecimentos comerciais.”