Franchising reduz ritmo de queda no faturamento em meio à Covid-19

Estudo da ABF apontou que a queda média na receita bruta das franquias passou de 48,2%, em abril, para 41% em maio

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Franchising reduz ritmo de queda no faturamento em meio à Covid-19

Estudo da ABF apontou que a queda média na receita bruta das franquias passou de 48,2%, em abril, para 41% em maio

Para acompanhar de forma constante os reflexos da pandemia de coronavírus, a ABF, em parceria com a empresa de pesquisas AGP, passou a medir mensalmente o desempenho do franchising nacional. A segunda edição do estudo mostrou que a queda média no faturamento das franquias em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, foi de 41%. Em abril, a queda média foi de 48,2%, em relação a igual mês de 2019.
Os segmentos de Entretenimento e Lazer e Turismo e Hotelaria seguiram como os mais afetados, mas Saúde, Beleza e Bem-estar, Serviços e Outros Negócios e Serviços Educacionais apresentaram menos da metade da queda média do setor no mês analisado.
“Dada à maior disseminação das políticas de combate à Covid-19, nossa expectativa inicial era de que, em maio, o impacto em termos de faturamento seria ainda maior do que em abril. No entanto, identificamos uma diminuição dessa queda, o que consideramos positivo. Atribuímos esse resultado ao esforço geral do setor em manter suas atividades mesmo em um cenário tão adverso e, principalmente, à intensa agenda de digitalização e desenvolvimento de novos canais de venda. Esse processo ganhou um impulso muito grande em março e abril deste ano e, aparentemente, os resultados já começaram a aparecer em maio”, afirma o presidente da ABF André Friedheim.
A pesquisa apontou também que 18,4% das unidades estiveram fechadas temporariamente em maio. A taxa de encerramentos definitivos se manteve em 0,5%. O índice de repasse de unidades, medido pela primeira vez, foi de 0,1% no período.
O compasso de espera também se refletiu nos planos de expansão das redes. O estudo de maio mostrou que cresceu a porcentagem das que paralisaram ou reduziram seus planos. “Nesse contexto, é natural a realização de ajustes, mas ressalte-se que a grande maioria continua seu processo de expansão. Isso é importante para ocupar território, aproveitar melhores condições de aluguéis e fornecedores e receber novos empreendedores interessados em ingressar no setor. Como já ocorreu em outras situações, um mercado de trabalho deprimido leva muitos profissionais qualificados e com recursos a empreender por necessidade por meio do franchising. Além disso, com juros historicamente baixos, muitos investidores começaram a olhar o sistema com mais atenção”, finaliza Friedheim.