ABF promove ações para enfrentar o coronavírus

André Friedheim, presidente da ABF, detalha as iniciativas da entidade para ajudar o setor a passar por esse período de restrições

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ABF promove ações para enfrentar o coronavírus

André Friedheim, presidente da ABF, detalha as iniciativas da entidade para ajudar o setor a passar por esse período de restrições

A tenta aos impactos provocados pela pandemia do coronavírus (Covid-19) e seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde, do Centro de Controle de Doenças (CDC) e de outros órgãos, a ABF tomou uma série de medidas para preservar a saúde e o bem-estar de seus associados e colaboradores e minimizar o impacto nos negócios.
Nesse sentido, o presidente da ABF André Friedheim publicou dois vídeos informando as ações em andamento. A entidade também enviou comunicados para seus associados e para o mercado, divulgou manuais com as melhores práticas para momentos de crise, estabeleceu que todos os colaboradores passem a trabalhar em regime de home office e suspendeu os eventos presenciais programados.

Como a entidade está funcionando nesse período?
Estamos funcionando normalmente, mas em home office desde o dia 17 de março, seguindo as orientações do Ministério da Saúde e demais órgãos, para evitar o contato físico entre as pessoas. Somos, em primeiro lugar, preocupados com a segurança dos nossos colaboradores e associados. Além disso, todos os nossos canais de comunicação estão ativos – site, perfis nas redes sociais (Facebook, Instagram e ­LinkedIn), telefone e nossas publicações oficiais, como o ABF News e a revista Franquia & Negócios.

Quais medidas foram tomadas em relação aos eventos presenciais?
Cancelamos todos os eventos presenciais programados pela ABF nas próximas semanas, incluindo o tradicional Selo de Excelência em Franchising (SEF), os encontros das comissões de trabalho e as reuniões regionais. Viagens nacionais e internacionais também foram suspensas.

A entidade criou um Comitê de Crise. De que forma ele atua?
Representamos quase 1,5 mil associados, temos consultores, franqueadores, fraqueados, advogados, fornecedores… cada um com necessidades distintas. Esse Comitê compila as informações recebidas dos diversos stakeholders para que possamos criar uma unicidade nas nossas demandas. Estamos trabalhando em quatro frentes. Uma delas é a de shopping center.

Como tem sido esse trabalho?
Por conta da importância do franchising, estamos solicitando junto à Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e aos grandes grupos gestores algumas medidas, como a cobrança do aluguel percentual e não de aluguel fixo, isenção da cobrança do fundo de promoção, do 13º aluguel deste ano e do custo da taxa de transferência para operações de franquia no corrente-ano. E, havendo redução dos horários de funcionamento ou fechamento, o pleito é que haja redução proporcional dos custos condominiais.

Quais são as outras frentes?
A outra frente é a financeira. Com os bancos parceiros da ABF, estamos pedindo prioridade no atendimento e linhas de financiamento exclusivas. Não que as empresa vão precisar, mas, caso precisem, que o setor seja tratado de maneira diferenciada, com prioridade e celeridade. A terceira frente é a de tributos. O governo já tem anunciado algumas medidas, como a suspensão de três meses de pagamento para alguns impostos, mas também queremos a desoneração da folha e redução de encargos e tributos. Por fim, a quarta frente é a de melhores práticas. Com isso, nosso objetivo é instruir, não impor e nem obrigar, mas mostrar o que os escritórios de advocacia estão recomendando e o que outros franqueadores estão fazendo. Nosso papel é divulgar, proteger e promover o franchising, e é o que estamos fazendo em todas as instâncias que temos acesso. Não podemos garantir os resultados, mas vamos ser insistentes.

Quais as demais ações da ABF para este momento?
Para auxiliar os decisores nessa batalha de dúvidas e acontecimentos, disponibilizamos muito conteúdo em nossos meios de comunicação e também lançamos o projeto Mesas Redondas Virtuais, inspirado nas mesas que fazemos na Convenção Anual do Franchising. Assim, vamos conseguir interagir com todos os associados, buscando melhores práticas e trocando ideias e experiência. Também temos trabalhado fortemente junto a outras associações em busca de coisas melhores para o franchising. E, tendo em vista a ruptura de fluxo de caixa de todos os negócios, a ABF cobrará 50% do valor das mensalidades nos meses de abril, maio e junho de 2020.

Como a Associação tem comunicado as suas ações nesse momento?
No site da ABF, temos uma página reunindo todos os nossos comunicados e ações. Também estamos fazendo todas as divulgações por meio das listas de transmissão do WhatsApp, nos grupos de franchising, pelas redes sociais e publicações oficiais.

E quanto a realização da ABF Franchising Expo, há alguma mudança?
Conseguimos postergar a feira. Ela não será mais realizada em junho, e sim de 30/09 a 02/10. Esse vai ser o momento de volta do mercado.

Qual a mensagem que você deixa para os associados e os demais steakholders do mercado?
Não estamos parados, estamos trabalhando incessantemente. Estamos vivendo uma pandemia que nunca foi vista no mercado, mas com certeza sairemos disso mais forte do que entramos. Esse é o momento do “coopetition” na prática, onde cada um colabora entre si, aperta um pouco o cinto, mas com certeza vamos fazer de novo um grande franchising quando esse terremoto acabar.