Prepare-se para as provas

Dormir bem, contar com a ajuda dos pais e estudar um pouco por dia são algumas das recomendações para ter êxito nos testes

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Prepare-se para as provas

Dormir bem, contar com a ajuda dos pais e estudar um pouco por dia são algumas das recomendações para ter êxito nos testes

Nas escolas, as avaliações são fundamentais para saber como está o desenvolvimento dos alunos e também se os objetivos pedagógicos previamente planejados estão sendo cumpridos. Apesar de existirem várias metodologias com essa finalidade, a mais usual é a prova. Ministrada, geralmente, a partir do 2º ano do Ensino Fundamental, ela exige preparação por parte dos estudantes. Mas como fazer isso da melhor forma? A seguir, a psicóloga e neuropsicóloga Alessandra Netti Silva e a neuropsicopedagoga Valéria Assunção dão algumas dicas.

Ritmo pessoal
Pensar na preparação para as provas é também pensar no perfil dos estudantes, já que cada um tem seu ritmo próprio. Por exemplo, alguns aguentam estudar por longos períodos sem intervalos, outros precisam de pausas.
Para evitar estresse na hora de rever as matérias, e consequentemente conquistar bons resultados nos testes aplicados pelos professores, é fundamental levar isso em conta. Em paralelo, é importante que o aluno tenha momentos de descontração e relaxamento, seja positivo e se alimente bem.

Rotina de estudo
É melhor estudar um pouco por dia ou tudo um dia antes do teste? Essa é uma dúvida bastante comum entre os alunos e, apesar de não haver uma regra absoluta, a primeira opção acaba sendo a ideal por evitar o acúmulo de conteúdo e o estresse, exercitar a memória e garantir, caso surja uma dificuldade mais acentuada, tempo hábil para solucioná-la.
Ao rever a matéria na véspera das provas, o estudante até pode tirar boas notas, mas a neurociência garante que ele estará fadado a se esquecer rapidamente dos conteúdos logo após a realização do teste.

Local e horário
A preparação para as avaliações inclui também escolher um bom lugar para estudar. O indicado é que ele seja claro, arejado e tranquilo. Pode ser em casa, na escola, na biblioteca e até em um parque. O importante mesmo é que o cérebro foque na matéria e não precise dividir a atenção com possíveis distrações, tais como televisão e celular.
Com relação ao horário, tem gente que funciona melhor à noite e outras durante o dia. A sugestão é que os pais ajudem os filhos a encontrar o melhor momento. Mas uma coisa é fato: o sono é fundamental para a assimilação de novos aprendizados – as informações novas ficam na memória de trabalho e só são efetivamente consolidadas depois de um período de descanso adequado. Portanto, é imprescindível que a criança durma, pelo menos, oito horas por noite.

Ajuda dos pais
De um modo geral, as crianças, a partir do 4º ou 5º ano, já devem ser capazes de fazer as tarefas e estudar sozinhas. No entanto, existem aquelas que precisarão de ajuda, seja de maneira mais conduzida ou apenas como suporte para tirar dúvidas. De toda forma, é importante que os pais colaborem sempre e dêem apoio para que os filhos se organizem com a rotina de estudos e estejam presentes para auxiliar nas revisões e até em alguma dificuldade mais expressiva, inclusive buscando a assistência de um especialista, se for necessário.
Além disso, cabe aos pais ensinarem aos pequenos a estudar amorosamente, com paciência, para que absorvam esse momento como algo bom e não como um fardo, pois o afeto interfere na cognição.

Técnica de estudo
As técnicas de estudo estão aí para ajudar o estudante a otimizar o tempo, e cada um deve utilizar a que melhor se encaixa ao seu perfil. Uma sugestão é usar o mapa mental – espécie de diagrama – para o estudo das disciplinas teóricas.
Essa ferramenta é uma maneira de sistematizar as informações de forma mais objetiva, pois facilita a memorização e o aprendizado dinâmico, e é uma opção para quem tem dificuldade de estudar com textos e resumos.
Para montá-la, o ideal é fazer um desenho, por exemplo, uma árvore, e nele escrever os dados mais importantes do conteúdo estudado. Vale apostar em cores diferentes e setas, a fim de que sirvam como “gatilhos” para a memória.
No caso das disciplinas exatas, como matemática, a recomendação é refazer exercícios e atividades para auxiliar na memorização de fórmulas, e também buscar aplicativos e jogos que auxiliem no raciocínio lógico.

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