Sem palavras

A 19ª Convenção ABF do Franchising foi extremamente feliz ao tirar todos da zona de conforto com palestras, no mínimo, inquietantes. Podemos ser vítimas ou protagonistas das inexoráveis transformações que estão ocorrendo no ambiente de negócios. A escolha é nossa.

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Por Rogério Gama, diretor adjunto de Relações Institucionais da ABF Rio

A 19ª Convenção ABF do Franchising foi extremamente feliz ao tirar todos da zona de conforto com palestras, no mínimo, inquietantes. Podemos ser vítimas ou protagonistas das inexoráveis transformações que estão ocorrendo no ambiente de negócios. A escolha é nossa.

Embarcar transformação digital na jornada das organizações deixou de ser uma opção para tornar-se mandatório. Quando realizada corretamente e, sobretudo, acompanhada por um revisitar do propósito e dos valores da marca, a transformação digital não só favorece a “omnicanalidade” e a escalabilidade do negócio, como também se configura em uma forma de “disruptar” práticas obsoletas que já não funcionam mais. Esse processo, quando exitoso, é capaz de impactar até mesmo as relações interpessoais, salinizando-as e eliminando, ou ao menos mitigando, a sua toxidade.

No entanto, somente tecnologia não basta para as empresas “exponencializarem” seus resultados e enfrentarem com sucesso os desafios desse mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo em que vivemos. É necessário incorporarmos um novo “mindset” que nos faça enxergar a importância de, paralelamente ao “high-tech”, desenvolvermos também o “high-touch”.

Não por acaso, proliferam consultorias voltadas para capacitação nas chamadas “soft skills”, notadamente as habilidades ligadas à inteligência emocional, destacando-se a empatia.

Já não basta dirigirmos nosso foco para a experiência do cliente; é indispensável também cuidarmos da experiência do colaborador que, na contemporaneidade, impõe-se como protagonista desse grande ecossistema que nos envolve a todos.

Urge que endereçamos responsavelmente temas como empoderamento e engajamento das equipes, cocriação, “coopetition” (competição com colaboração) e compartilhamento de decisões a fim de termos alguma chance de não apenas nos mantermos vivos, mas até prosperarmos e gerar prosperidade. Afinal, devolver à sociedade um pouco do muito que ela nos proporcionou e proporciona é a nossa obrigação.

O autor do best-seller “Megatrends” John Naisbitt sabiamente disse: “os avanços mais emocionantes do século 21 não ocorrerão por causa da tecnologia, mas por conta de um conceito em expansão do que significa ser humano”.

Se é verdade que não basta só tecnologia, também é verdade que não basta escrever textos bonitinhos e com palavrinhas da moda como este. É preciso tomar uma atitude e agir. Este é o convite que faço a mim mesmo e a todos. Que venham outras convenções como a de 2019!

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