Menopausa sem sofrimento

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Durante muito tempo, a menopausa foi encarada com sofrimento e até como um problema de saúde. Essa fase natural da vida da mulher tem sido compreendida com mais tranquilidade. Ainda assim, muitas mulheres têm dúvidas sobre o assunto. Para esclarecê-las, a revista Mulher Empreendedora conversou com a ginecologista e obstetra Elaine Mallmann, da Clínica Leger, e responsável pelo Ambulatório de Climatério e Menopausa do Hospital Presidente Vargas, de Porto Alegre (RS), e da Associação Brasileira de Climatério (Sobrac).

O que é a menopausa?
É uma fase biológica normal e natural da vida da mulher. Ela compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo e é definida como a última menstruação, sendo reconhecida somente depois de 12 meses da sua ocorrência. Está associada ao funcionamento reduzido dos ovários que acompanha a idade e resulta na diminuição dos níveis de estrogênio e outros hormônios.

Quando ela se manifesta?
Geralmente ocorre entre os 45 e os 55 anos. Em algumas mulheres, pode chegar antes, na faixa dos 30 anos. Nesses casos, trata-se da menopausa precoce.

Quais são os sinais?
Os primeiros sinais são mudanças no padrão do ciclo menstrual, como menstruações mais frequentes ou mais espaçadas e fluxo mais abundante ou mais escasso. Na fase de transição (alguns anos antes e alguns anos depois da última menstruação), podem acontecer alterações de humor, distúrbios do sono, redução do desejo sexual e diminuição da lubrificação vaginal. O sintoma mais característico, no entanto, é o fogacho, crise de calor súbito que ocorre mais intensamente no tórax, na cabeça e no pescoço e quase sempre é acompanhada de sudorese.

Todas as mulheres apresentarão esses sintomas?
Não. Há mulheres que vivenciam a menopausa sem queixas. Entre as que apresentam esses sintomas, eles variam, sobretudo na intensidade.

Como diminuir os efeitos da menopausa?
O desconforto relacionado a essa fase pode ser reduzido com mudanças no estilo de vida, como praticar exercícios físicos regularmente, alterar a dieta, cuidar do peso, parar de fumar e reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas. Em algumas situações, o uso de medicamentos é necessário.

Quando o tratamento medicamentoso é indicado?
Quando a menopausa acontece cedo demais ou é acompanhada de sintomas tão intensos, que interferem na qualidade de vida. O tratamento mais efetivo é a reposição dos mesmos hormônios que estão insuficientes, a chamada reposição hormonal.

Para quem a reposição hormonal é indicada?
Toda mulher nessa fase deve ser avaliada individualmente por seu ginecologista, para estabelecer se existe a necessidade de tratamento, o quanto ele pode trazer de benefícios e quais os riscos envolvidos em seu caso específico. A indicação, a escolha do melhor tipo de reposição hormonal e o momento adequado para iniciar devem ser baseados em dados como o tempo decorrido desde a menopausa, as consequências da redução dos hormônios, o bem-estar da mulher, as doenças que ela apresenta ou tem predisposição para desenvolver e o quanto podem ser prevenidas com o tratamento.

E quem não pode recebê-la?
Sobretudo as mulheres que têm câncer de mama ou doenças precursoras desse tipo de doença, pacientes com problemas cardiovasculares ou hepáticos, e quem tem risco aumentado para trombose e fumantes. Nessas situações, podem ser usados medicamentos sem efeito hormonal.