O sucesso das mulheres em franquias de serviços

O empoderamento feminino foi objeto de Declaração Ministerial Conjunta na 11ª Conferência Ministerial da OMC, realizada em 2017, na Argentina, além de ser o Objetivo #5 da Agenda para Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, negociada em 2015.

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O empoderamento feminino foi objeto de Declaração Ministerial Conjunta na 11ª Conferência Ministerial da OMC, realizada em 2017, na Argentina, além de ser o Objetivo #5 da Agenda para Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, negociada em 2015. Iniciativas relacionadas à importância da participação das mulheres no comércio ganham força, como o She Trades, do International Trade Center, que conecta mulheres empreendedoras do mundo, e a rede de Gender Champions das Nações Unidas, que trabalha pela igualdade de gêneros.
Nesse contexto, o setor de serviços aparece de maneira recorrente nessas discussões. O argumento é de que, além de ser decisivo para o desenvolvimento econômico, o setor de serviços é responsável por uma alta parcela do emprego feminino, de maneira que o seu desenvolvimento poderia ter um importante papel na redução da desigualdade de gênero, tanto no comércio internacional, quanto no emprego da força de trabalho doméstica.
No cenário brasileiro, do total de mulheres ocupadas na região metropolitana de São Paulo, 71% se concentram no setor de serviços, segundo pesquisa divulgada pela Fundação Seade, em parceria com o Dieese. No ano anterior, eram 69%. Aparentemente, existem diversas razões que explicariam essa maior participação de mulheres em serviços, porém talvez caiba destacar a inata vocação para lidar com ­pessoas, o maior grau de escolarização, a sensibilidade mais aflorada e a clara eficiência.
Outro dado é o referente à formação acadêmica. Recente levantamento mostra que no Brasil e no mundo mais de 80% dos diplomas na área de tecnologia da informação e comunicação são concedidos a homens. Na área de engenharia, manufatura e construção, o montante atinge 70%. Os diplomas concedidos às mulheres se concentram, sobretudo, na área de humanas e artes, em que aproximadamente 60% dos diplomas são concedidos a pessoas do sexo feminino.
Essa realidade aponta para uma formação mais moldável ao setor de serviços, já que as competências desenvolvidas na área de humanas podem – e devem – ser adaptadas para a melhoria do atendimento ao cliente e para a construção de uma experiência mais humanizada e, portanto, diferenciada.
Assim, quando a mulher que empreende opta por uma franquia de serviços, o que já é uma realidade em diversas redes cuja maioria da base franqueada é composta pelo público feminino, ela muito possivelmente e provavelmente fará uma escolha por intermédio da qual terá boas (ou até melhores) chances de êxito empresarial. Afinal, a mulher tem uma série de virtudes inatas para prestar serviços com excelência e competência.

Eduardo Murin,
diretor Comercial do CNA