Aquele empurrãozinho

Para ajudar o novo franqueado a decolar, a Nhô Sorvetes cede 200 litros de calda, que é matéria-prima suficiente para cerca de 2,8 mil casquinhas de sorvete.

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Para ajudar o novo franqueado a decolar, a Nhô Sorvetes cede 200 litros de calda, que é matéria-prima suficiente para cerca de 2,8 mil casquinhas de sorvete. A razão para isso é ajudar a divulgar a nova loja, com a possibilidade de vender o produto abaixo do valor de custo, ou até mesmo distribuir gratuitamente para que a marca se torne conhecida na região.
“Mesmo em operações já existentes, nós sempre buscamos apoiar o franqueado que deseja fazer promoções ou eventos diferenciados, negociando com nossos fornecedores para que o custo da matéria-prima seja menor nessas ocasiões”, comenta o fundador da rede Paulo Yossimi.
A ação é vista com bons olhos pelo sócio da consultoria GoAkira José Carlos Fugice. “É uma boa prática, dependendo dos benefícios ofertados. Pode incluir enxoval de produtos e serviços na taxa de franquia (como arquitetura), investir em ação de inauguração da unidade ou em uma série de possibilidades que são estratégicas para cada marca”, comenta.

Redes ajudam a captar alunos antes da abertura

Na United Idiomas, um time comercial fica responsável pela captação de alunos para as unidades franqueadas. Cerca de 10% das matrículas da rede são realizadas diretamente pela franqueadora, sem custo, segundo eles.
“Para nós, é importante ter essa proximidade, para que o DNA da United esteja presente nas equipes das franquias. Além do nosso know-how em ensino de inglês, temos uma cultura de venda muito forte, que queremos transmitir aos nossos franqueados”, afirma o CEO da United Idiomas Eduardo Marani. Com essa prática, um novo franqueado já inicia o negócio com alunos e leads interessados.
A Sigbol Fashion também ajuda na captação de novos alunos. Quando a unidade é aberta, o franqueado já recebe um mailing com os nomes e contatos de todas as pessoas que já buscaram pelo curso na região.
No caso da Patroni, quando um novo candidato assina o contrato, ele passa pelo treinamento e fica com um consultor e equipe de conteúdo presentes na loja nos primeiros trinta dias de operação. A ideia é que o franqueado se sinta seguro para aprender, consertar eventuais erros e focar na gestão do negócio. O serviço oferecido não é cobrado, segundo a franquia.

Franqueados antigos podem reclamar

Ser cliente de um plano de telefonia, por exemplo, e ver promoções atrativas restritas a novos entrantes é frustrante e isso também se estende à condição de franqueado. “O risco é criar situações e problemas de relacionamento com a rede atual, que não foram contemplados por esses benefícios. Tem que avaliar se não é melhor estender a outros franqueados também”, explica Fugice.
Além disso, os benefícios não devem servir como um atenuante a deficiências da marca. Isso só propagará os problemas em escala, trazendo mais malefícios. “Eu vejo com maus olhos quando é feito como forma de resolver problemas que estão na raiz, como o modelo de negócios ou diferenciais competitivos da marca, que tem que ser pensados e reestruturados.”
O especialista menciona que redes sem um atrativo, ou diferencial mercadológico, podem apostar em preços menores ou em condições mais favoráveis de investimento, mas que não suprem o que é realmente essencial: o modelo de negócios bem testado e formatado.
“O ideal é oferecer algo que ajude o franqueado a alavancar a operação e não só um desconto. Se der benefícios que ajudem a vender mais, a sair da inércia do início da operação, a conquistar os primeiros clientes, isso gera mais resultado para ele e tem mais a ver com o intuito do negócio”, orienta Fugice.