Notícias

Shoppings | No caminho do consumidor

Franquias com tradição em lojas investem em quiosques para ocupar corredores de shopping centers e acessar cidades menores
A concorrência com o e-commerce e o delivery tem feito com que os antes imbatíveis shopping centers repensem as suas estratégias para atrair consumidores. Com perfil cada vez mais de centro de conveniência, os empreendimentos têm conseguido direcionar seu foco de “somente compras” para lazer, saúde, bem-estar e entretenimento. “Isso é tendência, lá fora já está assim: os shoppings viraram centros de entretenimento, lazer, cinema e eventos para crianças”, explica a diretora do Grupo Bittencourt, Claudia Bittencourt.
Tendo isso como premissa, onde as lojas se encaixam? Shopping centers lançados recentemente já têm essa cultura em sua estrutura, mas as construções mais antigas têm encontrado alternativas para alocar novos espaços. “Cada vez mais, o varejo tem que trabalhar na experiência do consumidor, para que seja agradável com serviço. Ele não sai de casa para fazer uma compra, sai para passear, ter contato com aquele tipo de produto que ele quer. Ele já pesquisou, viu o que tem no site, ouviu comentários de outros clientes e vai bem decidido”, explica Claudia.
Muitas das opções encontradas têm sido ocupar espaços que antes eram utilizados por lojas.

Você sabia? O quiosque recém-lançado pela Atitude foi fruto de um redesenho de marca feito durante todo o ano de 2017, quando a marca interrompeu a expansão para acertar questões internas e retomar com novo fôlego em 2018.

 

Claudia Bittencourt, sócia e diretora-geral do Grupo BITTENCOURT (2)

Claudia Bittencourt, diretora do Grupo Bittencourt

Franquias e quiosques
Com esse novo perfil de shopping centers, as franquias têm experimentado outro ambiente para atuar e testar uma maior proximidade com o consumidor: os corredores. Os quiosques têm sido a menina dos olhos de muitas redes que, por anos, atuaram apenas em lojas convencionais, e agora querem se posicionar literalmente no caminho do consumidor. “O franchising está preocupado em ocupar espaços diferentes. O quiosque ajuda a testar um modelo para levar a regiões menores ou complementar o serviço da loja presente no mesmo shopping”, comenta Claudia.
A agência de turismo CVC existe há 46 anos e é a primeira vez que embarca em um novo formato de unidade: quiosques entre 9 metros quadrados e 21 metros quadrados, com investimento inicial a partir de R$ 30 mil. A rede já possui 1,2 lojas franqueadas e está presente em 470 municípios, mas acredita que o novo formato ajudará a alcançar ainda mais espaços.
A marca tem a meta de abrir 100 unidades por ano e, para driblar a falta de locais e a estagnação no lançamento de shopping centers, apostou no novo formato. “Em um primeiro momento, os quiosques serão uma alternativa em centros comerciais com grande fluxo de pessoas, mas sem disponibilidade de espaço ou com custo elevado para a instalação de uma loja padrão”, explica o diretor da rede, Emerson Belan. O primeiro já está em operação no Shopping União de Osasco, onde a CVC tem uma loja e funcionará como um ponto de venda estendido.
A alternativa também será a porta de entrada da rede para acelerar a expansão em cidades entre 20 mil e 50 mil habitantes, que têm demanda por consumo de viagens, mas não comportam lojas. “Muitos clientes da operadora já se deslocam para cidades mais próximas quando querem comprar passagens aéreas ou programar a viagem de férias. Com isso, a CVC vem traçando um mapa de expansão dos quiosques com base em cidades que já têm demanda e clientes ativos, ampliando agora a conveniência de compra aos consumidores, com a instalação de quiosques”, explica Belan.
Claudia recomenda que, se a rede for testar modelos de quiosques em shoppings onde já existam franquias, se priorize o franqueado do ponto. Isso até já pode ser previsto no contrato, por conta do raio de atuação.
Uma das características desse modelo é que os contratos com shopping centers costumam ser menores com quiosques do que com lojas. “Os shoppings exploram isso porque sabem que as lojas usam para testar produto e serviço”, explica a especialista.

Você sabia? Os quiosques também já permitem que o consumidor consiga ter interação com tecnologias, como realidade aumentada e virtual. A Atitude pretende investir em “provadores virtuais”, em breve.
Marcelo Teixeira 1

Marcelo Teixeira, executivo da Atitude

Quiosque redesenhado
Marcelo Teixeira, executivo da Atitude, apresentou o novo quiosque da rede na última edição da ABF Franchising Expo, em São Paulo. A rede tem mais de 40 pontos abertos desde 2011, ano de sua criação.
O novo layout foi milimetricamente pensado para que a marca seja visível em qualquer ângulo. “Tudo começa a ser construído a partir da renovação da marca, que tem como objetivo estar mais próximo do nosso público, trazendo uma sensação amigável”, explica Teixeira.

O que muda da loja para o quiosque?

  1. Espaço: por serem menores, os quiosques oferecem menos opções de vitrines e aspectos visuais.
  2. Atendimento: o vendedor está em exposto o tempo todo: não depende de o cliente entrar na loja.
  3. Interação: justamente pela exposição, o atendente tem mais oportunidade de interagir com o consumidor.
  4. Mix de produtos: quiosques precisam oferecer opções mais direcionadas para não confundir o consumidor.
  5. Tecnologia: pelo pouco espaço, o quiosque pode utilizar mais de tecnologia para automatizar o serviço ou aperfeiçoar a experiência do consumidor.
  6. Custos: o aluguel é mais acessível e o formato pode ser levado para regiões menores.
  7. Contratos: shopping centers costumam ter contratos menores com quiosques
Publicações recentes

Deixe um comentário