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Sete décadas de sucesso – Revista Home Angels

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As irmãs Mary e Marilene, da dupla sertaneja As Galvão, lançam biografia e documentário e, aos 77 e 75 anos, respectivamente, se dizem bem longe da aposentadoria

 Matéria publicada na seção Histórias para Acordar da Revista Home Angels nº 9 (página 16)

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09/08/2017 – Foi em 1947, na Rádio Club Marconi, da cidade de Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, que As Galvão, dupla formada pelas irmãs Mary e Marilene Galvão, nasciam para o mundo artístico. Na época com 7 e 5 anos, respectivamente, as garotas, que sempre contaram com o apoio dos pais, Bertholdo e Maria, encantaram a todos com seus carisma e talento.

Dalí para o estrelato foi só questão de tempo. Durante algum tempo, as meninas se apresentaram em circos, sempre atraindo um grande público e recebendo as melhores críticas. Elas também passaram pelas rádios Difusora de Assis (SP) e Cultura de Maringá (PR).  Mas o sonho era mesmo tocar em São Paulo. A oportunidade chegou em 1952, quando foram convidas pela Rádio Piratininga. A repercussão foi tão boa que lhes rendeu apresentações na Rádio Nacional, atual Globo, e um contrato com a Rádio Bandeirantes.

“Foi uma coisa tão imediata. Na primeira vez em que cantamos já nos revelamos artistas. E, apesar da pouca idade, tínhamos estilo. Porém, foi só quando chegamos à capital paulista que começamos a vida profissional para valer”, relembra a dupla, e ainda acrescenta: “No início, apenas os circos tinham as portas abertas para a música caipira. Naquela época ainda havia muito preconceito com esse estilo”.

Inspiradas pelas Irmãs Castro, famosas na década de 1940 com a música “Beijinho Doce” – sucesso também na voz de Mary e Marilene –, As Galvão gravaram o primeiro disco, em 78 rotações, em 1960. De lá para cá foram mais de 30 álbuns, uma infinidade de canções e diversas parcerias. Elas já dividiram os microfones, por exemplo, com Nora Ney, Tiê, Daniel, Sérgio Reis, Marciano, Roberta Miranda, Dani & Danilo, Tião Carreiro & Pardinho e Tonico & Tinoco.

Dirigidas musicalmente pelo maestro Mario Campanha, parceiro de Mary na vida e na arte há 36 anos, as irmãs ajudaram a desbravar o universo do sertanejo feminino, que se expandiu muito nos últimos anos com a chegada de artistas como Marília Mendonça, Simone & Simaria, Paula Fernandes, Maiara & Maraísa e Naiara Azevedo.

“As coisas na nossa vida foram acontecendo. Começamos a cantar sem grandes pretensões, sempre incentivadas pelo nosso pai. Foi ele, inclusive, que nos deu nossos primeiros instrumentos, a sanfona e o violão, e aprendemos a tocá-los sozinhas. Quando iniciamos a carreira, nada foi fácil, tivemos de ter muita paciência e perseverança. Mas fomos escolhidas para essa profissão, e somos muito gratas por tudo o que construímos e conquistamos”, afirmam.

 

Data comemorativa

O primeiro DVD das artistas deve sair nos próximos meses, em celebração aos 70 anos de carreira. Além disso, a data está sendo comemorada com a biografia “Dossiê As Galvão – As Soberanas em 70 Anos de Estrada”, escrita pelo fã e amigo Maikel Monteiro, e o documentário “Eu e Minha Irmã, A Trajetória das Irmãs Galvão”, produzido pela Dream Box Films.

“Há dois anos, nem tínhamos nos dado conta de que já estávamos perto de completar sete décadas nos palcos. Um jovem que foi assistir ao nosso show que nos lembrou disso”, contam. As irmãs também foram homenageadas há alguns anos com um memorial em Sapezal, pequeno distrito de Paraguaçu Paulista. Instalado em um belo casarão, ele está repleto de fotos, discos, troféus e instrumentos que contam a história de sucesso da dupla.

 

Cuidados

Mary, hoje com 77 anos, e Marilene, com 75 anos, se preocupam com tudo em suas apresentações, principalmente com a maneira de se vestir. Para elas, isso é sinal de respeito e retribuição ao público, que não se cansa de lhes tratar com admiração e carinho. “Os fãs têm de ser muito respeitados, afinal, só estamos onde estamos graças a eles. Por isso, procuramos estar sempre bem. Eles merecem o melhor de nós”.

A relação entre a dupla e os admiradores é tão bacana que elas, após cada apresentação, fazem questão de dedicar cerca de duas horas para atendê-los, tirar fotos, dar autógrafos e escutar suas histórias. Muitos deles, inclusive, viram amigos. “Temos uma fã que nos acompanha há 60 anos. Falamos com ela constantemente por telefone e até já fomos visitá-la no hospital em uma ocasião”.

Além de cuidar muito bem do figurino e de seu público fiel, As Galvão tem atenção com a saúde, mas nada em excesso. A dupla revela que não fuma e nem bebe, evita bebidas geladas para não prejudicar a voz, não dispensa o filtro solar e nunca dorme sem remover bem a maquiagem. Elas ainda procuram levar a vida com alegria e positividade. “Tentamos ser felizes sempre, por isso somos tão bem-humoradas e equilibradas. Apesar dos 77 e 75 anos, não somos velhas, só temos idade”.

Extremamente ativas e prontas a qualquer hora para shows, entrevistas e participações em programas de televisão ou rádio, as irmãs não pensam em parar tão cedo, e aproveitam para dar um conselho ao pessoal da terceira idade. “Depois que se aposentarem, procurem fazer algo bonito e que lhes dê prazer. Nunca parem, e se façam felizes sempre, assim como nós”. 

 

Matéria publicada na seção Histórias para Acordar da Revista Home Angels nº 9 (página 16)

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