Advertisement Advertisement Editora Lamonica – Revista Franquia & Negócios #46 – Entrevista com Mr. Fisk

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Revista Franquia & Negócios #46 – Entrevista com Mr. Fisk

“Acertei um pouco mais do que 50%”

Nessa entrevista exclusiva, o fundador da Fisk, Richard Hugh Fisk, fala sobre a sua trajetória à frente de uma das maiores redes de ensino de idiomas do País

POR ANDRÉA CORDIOLI

Aos 90 anos, Richard Hugh Fisk comanda a escola de ensino de idiomas Fisk de posse de números que, por si só, comprovam a solidez do negócio: 54 anos de empresa, 50 anos de franchising, 20 anos de Fundação Fisk, 1.000 escolas em funcionamento, 15 milhões de alunos formados e 500 mil livros produzidos por ano em seu próprio parque gráfico. Mas, para esse norte-americano naturalizado no Brasil, o sucesso não se explica através de números, mas sim “pelas vidas que transformamos para melhor”.
Mr. Fisk, como é conhecido, definitivamente emprega na empresa um estilo de liderança que pode chocar muitos CEOs companhias afora: se vê mais exigente consigo do que com os outros, considera-se disposto a ouvir mais e a julgar e criticar menos, diz evitar o autoritarismo e a ‘caça às bruxas’, afirma procurar assumir erros – ainda que não esteja convicto de tê-los cometido – e diz pregar que funcionários não levem trabalho para casa, nem estendam a jornada. Tudo permeado por um método bem professoral, seu DNA.
A matemática sem números de Mr. Fisk é simples: “se um funcionário está feliz, ele desempenhará seu trabalho de um modo muito melhor”. E foi assim que ele montou seu time, abrindo espaço para a formatação da Fundação – com a sucessão programada por várias gerações –, e para a criação de uma família brasileira, em uma fórmula na qual amigos e carreira se misturaram na vida desse empresário que, sem filhos e com a morte dos pais e de quatro irmãos, manteve a Fisk no centro das atenções.
Detentora das marcas Fisk e PBF Idiomas, a Fundação Fisk tem hoje 500 mil alunos. Com 971 franquias e 31 escolas próprias no Brasil, Angola, Argentina, Bolívia, Estados Unidos, Japão e Paraguai, as escolas da rede oferecem cursos de inglês, espanhol, português para brasileiros e informática. No ano passado, a Fundação Fisk registrou faturamento de R$ 920 milhões e este ano espera crescer 15%.
Reservado e há quase cinco anos sem conceder entrevistas à imprensa, Mr. Fisk concordou em responder as perguntas da Revista Franquia & Negócios, como mais uma prova da sua aliança com o franchising – iniciada há meio século, quando esse modelo de negócios dava os primeiros passos no Brasil. O que se verá a seguir é um relato coloquial sobre alguns pontos da trajetória de Richard e Mr. Fisk, duas identidades que se misturaram em direção a um mesmo sonho.

Como é a sua rotina desde a hora em que se levanta até a hora em que vai dormir?
Acho que minha rotina é parecida com alguém da minha idade: durmo e acordo cedo, como bem e, felizmente, posso aproveitar o meu tempo livre com quem e fazendo o que mais gosto. Acordo por volta das 6 horas e faço ginástica. Isso é algo que tenho como rotina há muitos anos. Depois, leio o jornal, pois preciso me manter ‘antenado’ com o mundo, tomo o café da manhã e vou para o escritório por volta das 10 horas. Lá, converso com os diretores e responsáveis pelos diversos departamentos para, quando necessário, tomarmos alguma decisão em conjunto. Faço questão de almoçar com os funcionários e retorno para casa às 13 horas. Descanso um pouco e confesso que passo as minhas tardes na frente do computador, fazendo pesquisa na internet ou jogando e me divertindo. Janto cedo e, à noite, assisto a um filme e sempre leio antes de dormir, por volta das 22 horas. Também faço academia três vezes por semana e, sempre que possível, convido amigos para um joguinho de baralho!

Na sua biografia, o senhor diz se sentir um homem feliz e realizado. O que o faz se sentir assim?
É só olhar para tudo o que consegui com o meu trabalho para que eu me sinta feliz e realizado. Não estou me referindo aos bens materiais, mas a todos os meus sonhos, pessoais e profissionais, que se realizaram. Todos eles frutos de muita dedicação e paixão pela educação e pela vida.

Do que teve de abrir mão na vida para que seus planos pudessem ser realizados?
Basicamente me dediquei de corpo e alma aos meus negócios, por isso, às vezes penso que deixei um pouco minha vida pessoal de lado. Contudo, quando vejo todos os amigos que acumulei ao longo de minha vida e o carinho que as pessoas da minha rede de escola sentem por mim, não me arrependo de nada.

O senhor já foi muito exigente. No que isso ajudou e atrapalhou os negócios? Continua muito exigente?
Na verdade, fui muito exigente comigo mesmo e bem menos com os outros. Para mim, é só através da disciplina que você consegue conquistar seus objetivos, portanto, minha vida sempre foi bastante disciplinada. Hoje em dia consigo ser bem mais tolerante comigo.

Como o livro “How to win friends and influence people” influenciou seu modo de agir e pensar?
Realmente a leitura desse livro foi um ‘divisor de águas’ em minha vida. Acho que encontrei o livro no momento certo, quando minha mente estava aberta para entender suas colocações. Por causa dele, comecei a refletir muito sobre a maneira de tratar as pessoas. Passei a não julgá-las ou criticá-las tanto, estar sempre pronto para ouvi-las, tratá-las com muito respeito e sempre tentando mostrar o caminho certo e a maneira correta de agir. Quando você trata bem as pessoas, elas ficam muito mais receptivas.

O que passou em sua mente na noite em que o senhor decidiu abrir a sua escola de inglês? Como tinha tanta convicção de que as Escolas Fisk (no plural) iriam prosperar? Quais foram as maiores dificuldades?­
É claro que começar um negócio requer muita coragem, porém uma de minhas virtudes é ser otimista. A decisão de abrir a minha própria escola foi muito bem ponderada e é claro que eu estava muito ansioso, mas não com medo. Sempre confiei no meu trabalho e estava convicto de que eu teria sucesso e abriria, pelo menos, mais uma unidade. Acho que não estava enganado.

No Método Fisk de Ensino é ensinada a estrutura da língua inglesa, ao invés da tradução pura e simples, e é incentivada a conversação. Quando o senhor preparou esse material, quase não havia livros de inglês produzidos no Brasil. Quais foram as principais evoluções no seu método de ensino?
Minha experiência como professor foi fundamental para desenvolver o método Fisk. Era difícil encontrar livros de inglês bons no Brasil e a maioria não levava em consideração as principais dúvidas do falante brasileiro ao aprender o idioma. Naquela época, a repetição e a tradução eram muito utilizadas. Nosso método de ensino evoluiu muito desde aquela época, é obvio, porém ainda acreditamos que a apresentação das estruturas da língua inglesa é fundamental para que o aluno entenda como o idioma ‘funciona’ e consiga elaborar suas próprias interações comunicativas e não ser apenas um ‘papagaio repetidor de frases’.

Hoje, quais são os piores erros que as escolas de idiomas podem cometer com seus alunos?
Prometer o aprendizado de um idioma em pouco tempo. Aprender a comunicar-se em outra língua demanda tempo e empenho, pois é um processo e não um produto. Isso não é mágica. Não se aprende um idioma em tempo recorde sem que os alunos precisem estudar. Isso é a pior enganação que pode haver. Sem trabalho não se chega a lugar nenhum. Ninguém faz milagre.

O senhor contratou Dr. Sérgio Ribeiro, terapeuta e especializado na análise da personalidade das pessoas através do estudo das feições, para analisar o perfil de quem que se candidatava a trabalhar na Fisk. Quais são as características que o senhor busca para compor o seu time de profissionais e quais busca evitar?
A meu ver, as características principais para um bom profissional são comprometimento, personalidade e vontade de crescer na vida. Em toda a minha vida não encontrei nenhuma pessoa bem sucedida que não possuísse esses atributos. Conhecimento técnico é muito importante, sem dúvida, mas a atitude é fundamental. Quanto ao que sempre busquei evitar é continuar empregando em meu time pessoas sem compromisso com o DNA da empresa. Trabalhar com pessoas que não concordam com a filosofia da empresa ou estão infelizes com seu trabalho é a pior coisa.

Para o Dr. Sérgio Ribeiro, a sua feição mostraria que o senhor não distingue diferenças entre as pessoas e é adepto ao diálogo. Como é liderar uma empresa sem ser autoritário?
Autoridade nunca trouxe respeito a ninguém, ao contrário, pessoas autoritárias só conseguem insatisfação e trabalho mal feito de sua equipe. Com exemplos práticos e respeito ao ser humano sempre consegui que as pessoas se engajassem em meus projetos. Nunca me considerei superior a qualquer pessoa. Raríssimas vezes precisei ser um pouco mais firme em minha postura.

Os seus funcionários dizem que o senhor é o primeiro a assumir um erro, ainda que não esteja convicto de tê-lo cometido. Com tal postura, o senhor não corre o risco de eximir culpados e evitar a repetição de erros?
No meu entendimento, um líder deve sempre assumir seus erros e, muitas vezes, os de sua própria equipe. Isso não é fraqueza, ao contrário, demonstra personalidade e sabedoria. Procurar (e crucificar) culpados não fará com que os erros não se repitam. Para se evitar a repetição de erros é necessário treinamento, muito diálogo e exemplos práticos.

O senhor, inclusive, sofreu decepções com desvios de recursos e materiais por parte de alguns funcionários de sua empresa, porém, não quis punições. Em algum momento perdeu a confiança nas pessoas? O que tirou de lição dessas experiências ruins?
A palavra revanchismo nunca existiu em meu dicionário. Claro que em minha vida profissional e pessoal já tive várias decepções (e quem não as têm?). Mas nunca desejei mal a ninguém. Simplesmente, sigo em frente. Para mim, a maior punição que uma pessoa pode receber é a perda de seu emprego.

O senhor age na contramão da prática capitalista mais usual de funcionários estenderem o horário de trabalho e levarem trabalho para casa. Como um empresário de sucesso, um homem que viveu longe da família e não teve filhos, valoriza tanto a convivência em família?
Entendo que os bons relacionamentos, sejam com a família ou com os amigos, são a base para a felicidade, e se um funcionário está feliz, ele desempenhará seu trabalho de um modo muito melhor. Tenho meus familiares de sangue que estão longe, mas fui abençoado pelo número de amigos que fiz ao longo de minha vida. Sempre disse que a minha verdadeira família é a minha família brasileira – franqueados e funcionários que me acolheram.

O senhor diz que ninguém é infalível. Quais foram seus maiores erros e, hoje, o que faria diferente?
Estaria mentindo se dissesse que nunca errei. Errei muitas vezes e também sofri com esses erros, pois sou muito exigente comigo, mas o mais importante é que aprendi com cada um deles e isso me fez mais tolerante com os outros. Se tivesse a oportunidade de voltar atrás, faria tudo da mesma maneira.

Uma de suas frases mais famosas é “Se eu acertar 50% das minhas ações, serei um sucesso”. Qual julga ser o seu percentual de acerto?
É muito difícil medir meus erros e acertos, mas, a julgar pelo número de escolas que temos hoje em dia, pela quantidade de alunos que já passaram por elas e pelo crescimento da rede nesses mais de 50 anos, acho que acertei um pouco mais do que 50%. Porém, o sucesso não se explica apenas através de números, mas sim pelas vidas que transformamos para melhor e tenho consciência de que consegui, por meio da realização de meu sonho, melhorar as vidas de centenas de milhares de alunos e muitos e muitos franqueados e colaboradores. E repito, se todos nós conseguíssemos 50% de acerto em nossas vidas, o mundo seria ainda mais maravilhoso.

O senhor apostou em alguns negócios em paralelo à Escolas Fisk, mas nenhum prosperou. Em sua biografia, o senhor disse ter aprendido algumas lições: sem empenho e dedicação não se consegue triunfar empresarialmente; e entusiasmo ajuda, mas só faz efeito quando se conhece a fundo o mercado em que se pretende atuar. Que outros conselhos daria para quem pretende ou está montando um negócio agora?
Continuo recomendando o mesmo: entusiasmo, empenho e dedicação de corpo e alma. Nenhum negócio dará certo se a pessoa entrar ‘pela metade’. Talvez acrescentaria paciência, pois hoje em dia vejo muitas pessoas que querem um resultado imediato e sucesso realmente leva tempo. Há aquela famosa frase que me parece bem apropriada “Sucesso só vem antes de trabalho no dicionário”.

O senhor tem ideia de quantas horas-aula já deu? De todas, tem alguma que não sai de sua lembrança?
Acho que já dei algumas dezenas de milhares de aulas! Há várias lembranças, sim. Boas e ruins. Porém, não saberia citar uma em especial. Quando se ama o que se faz, todos os momentos são significativos. Gostava particularmente de quando, já dono da rede, ia visitar as escolas, próprias e franquias, e dava uma aula especial com música. Era um momento de bastante descontração e os alunos das mais diversas origens vinham conversar comigo.

O senhor fez muitos autoquestionamentos antes de decidir transformar a Escolas Fisk em Fundação Fisk. Quais foram esses questionamentos e os principais entraves? Hoje, faria alguma coisa diferente nesse processo?
Meus questionamentos eram em virtude de eu não possuir familiares no Brasil. Qual seria o melhor caminho para que meu sonho tivesse continuidade? Porém, quando me dei conta que eu tinha uma família de coração aqui no Brasil, meus franqueados e funcionários, não tive dúvida de que não podia permitir que as Escolas Fisk acabassem ou fossem vendidas a pessoas que não tivessem a mesma visão que eu. Como ficariam todos os familiares desses que sempre estiveram comigo? Uma vez que tomei a decisão de transformar a rede em uma Fundação, encontrei os melhores profissionais para me ajudar e, basicamente, não houve grandes entraves. Não faria nada diferente, a decisão foi a melhor que poderia ter tomado.

O senhor, inclusive, recebeu inúmeras propostas de compra da Fisk. Quantas? Quanto chegaram a oferecer? Alguma o balançou em algum momento?
Dizem que o mercado continua atrás da nossa empresa, mas, para falar a verdade, jamais houve qualquer abordagem direta. O que as pessoas precisam entender é que Fundação não se vende e não admite sócio. Mais do que isso, não há preço e nem dinheiro no mundo que compre um sonho.

O senhor já garantiu o preparo e a capacitação de três sucessores. E dali em diante: como o senhor espera que se dará esse processo? O que lhe faz ter a certeza da perenidade da sua gestão, valores e princípios?
Primeiro, gostaria de esclarecer que as três próximas pessoas a me sucederem foram escolhidas por mim. Meu sucessor direto, Bruno Caravati, está trabalhando comigo há mais de 40 anos, fui eu que o treinei, por isso, não tenho dúvida alguma quanto aos valores, princípios e visão de negócio que compartilhamos. Seu sucessor, Elvio Peralta, também está na organização há quase 30 anos, portanto, também é uma pessoa que tem, como sempre brinco, o nosso mesmo DNA. Por sua vez, Elvio já está preparando seu sucessor. Ou seja, estou absolutamente certo de que a espinha dorsal da empresa, principalmente no que diz respeito aos valores éticos, continuará me representando muito bem.

O que faltou para o senhor montar a Faculdade Fisk de Letras e Comunicação? Ainda pensa nisso?
Bem, acho que na minha gestão, isso não deve acontecer. É um processo árduo e que envolve um pouco de política, com a qual nunca quis me envolver. Porém, isso não é impossível de vir acontecer no futuro.

O senhor nunca cobrou royalties das escolas, indo na contramão do mercado de franquias. A estratégia foi e é assertiva? A venda de materiais garante boa rentabilidade para a matriz? É possível ter um controle da rede a partir disso?
Como poderia estar no mercado há 54 anos se não tivéssemos uma ótima rentabilidade, não é mesmo? Sempre tive como princípio não cobrar nada além do que é justo. Além disso, se eu cobrar muito, o franqueado não terá dinheiro para investir em sua escola; se ele não investir, não crescerá; se ele não crescer, não terá mais alunos; não tendo mais alunos, nós também não conseguiremos progredir. Então, é um pensamento lógico: o dinheiro do franqueado deve ser investido em sua própria escola para que ela cresça… e nós também. E, sim, é possível ter um controle da rede trabalhando com essa confiança e transparência.

O senhor sempre aconselhou os franqueados a fugirem do aluguel. Como fazer isso hoje em dia, diante do encarecimento dos pontos comerciais? Quais são as alternativas?
Claro que num primeiro momento, o aluguel é a melhor opção, mas continuo encorajando para que todos façam economia e, na medida do possível, montem sua escola com sede própria e fujam do aluguel. Para que dar dinheiro aos outros?

O setor de ensino de idiomas é muito concorrido e, nos últimos tempos, têm ocorrido movimentações que acirram a competitividade, como a entrada do fundo de investimento Actis no CNA, entre outras. Como Fundação, a Fisk não pode fazer aquisições. Como a marca pretende lidar com a nova realidade do mercado?
Esses investimentos não me assustam. Talvez essas redes se tornem muito impessoais e, obviamente, tenderão a se preocupar mais com os ‘números’. Temos uma rede sólida e não temos com o que nos preocupar. Continuaremos trabalhando com o mesmo empenho e oferecendo os melhores serviços do segmento, como nos últimos 54 anos.

Hoje a Fisk tem 31 unidades próprias e 971 franqueadas no Brasil e em outros seis países. Para onde a Fisk ainda pode crescer? Quais são os planos?
O Brasil é muito grande e ainda há alguns territórios que podemos ocupar. Há outros países em vista na América Latina, então, nosso plano é continuarmos abrindo escolas. Mas o nosso foco é na parceria com o franqueado, isto é, mais do que o crescimento em números de escolas, estamos mais empenhados na expansão em número de alunos por escola.

As mídias sociais e a oferta de cursos à distância – alguns por menos de R$ 1 por dia – impactaram o trabalho da Fisk?
Com mais de 190 milhões de habitantes no Brasil, conclui-se que há mercado para todos. Do mesmo modo que há pessoas que se interessam por esses tipos de cursos (e que até conseguem aprender por meio deles), há aquelas que dão preferência para um serviço mais humanizado, por isso acredito que os cursos presenciais, quando falamos em aprender a como se comunicar em outro idioma, ainda são os mais eficazes. Algumas pessoas sempre são levadas a acreditar em milagres que não existem. Talvez até venhamos a oferecer cursos semelhantes a algum nicho do mercado, mas não nos sentimos compelidos a isso neste momento.

O senhor chegou ao Brasil em 1950. Em 62 anos, o que aprendeu com o País? O que passou a admirar e a não gostar? Inclusive, o senhor sempre incentivou o acesso à educação e ao aprendizado. Por que o Brasil ainda tem uma carência tão grande nesse setor e o que seria necessário para mudar essa realidade?
Acho que a cegonha me deixou em país errado. Não há o que eu não goste no Brasil. Admiro principalmente as pessoas. O calor humano e a simpatia dos brasileiros são apaixonantes. Naturalizei-me brasileiro e amo o país que me proporcionou tudo na vida. Como não ser grato a este País? Quanto à educação, esse é um tema bastante complexo, mas estou notando que o País está mudando aos poucos e tenho muita fé que vamos melhorar cada vez mais. O futuro parece-me bastante promissor, mas é claro que o processo é lento.

O senhor tem alguma corrente política, ideológica e religiosa?
Aprendi a respeitar todas as pessoas­, por isso também tenho muito respeito por todas as correntes e evito posicionar-me veementemente contra ou a favor de alguma delas.

Aos 90 anos, quais são seus sonhos? O que ainda espera realizar?
Bem, meu sonho se realizou, portanto, agora apenas pretendo assistir à continuidade do sucesso da nossa Fundação.


JOGO RÁPIDO

Nome completo: Richard Hugh Fisk
Formação: Graduado em lnternational Relations e com o diploma Master of Arts pela School of Advanced International Studies, Johns Hopkins University, em Washington, D.C.
Data de nascimento: 03.09.22
Signo: Virgem
Livro de cabeceira: “How to win friends
and influence people”
Filme preferido: Filmes alegres
Música que marcou época: Várias, sempre alegres
Prato predileto: Strogonoff de carne
Viagem inesquecível: Todas
Religião ou crença: Aceito todas
Hobby: Procurar imóveis para abrir novas escolas
Principal mania: Perseguir um sonho
Maior virtude: Paciência
Maior defeito: Às vezes ser muito paciente
Citação favorita: “the best way to appreciate your job is to imagine yourself without it” (o melhor modo de apreciar seu emprego é imaginar-se sem ele)
Pessoa de quem sente falta: Minha mãe e meus irmãos
Como se vê: Realizado
Alguém que o inspira: Fundação Fisk
Futuro: Fundação Fisk

 

 

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