Advertisement Advertisement Editora Lamonica – Revista Franquia #84 |INVESTIMENTO|Mão na massa? Não, no bolso

Notícias

Revista Franquia #84 |INVESTIMENTO|Mão na massa? Não, no bolso

Mão na massa? Não, no bolso

Nem todo mundo que compra uma franquia tem a intenção de operar a unidade. Conheça redes que oferecem modelos onde é possível apenas investir no negócio – e saiba quais são os critérios para isso

“Geralmente é um franqueado que já tem  emprego, tem dinheiro e quer outra fonte de renda. Ele também pode investir para que um familiar toque o negócio – e nem sempre é a melhor opção” Paulo Mendonça, consultor da Ponto de Referência

“Geralmente é
um franqueado que já tem
emprego, tem dinheiro e quer outra fonte de renda. Ele também pode investir para que um familiar toque o negócio – e nem sempre é a melhor opção”
Paulo Mendonça, consultor da Ponto de Referência

O crescimento do sistema de franquias, mesmo nos anos de recessão econômica, atraiu os olhares de investidores de diferentes perfis. Muitos chegaram a enxergar a abertura de unidades como investimentos de renda fixa, e há franqueadoras que incentivaram esse movimento.
Para que a empreitada dê certo, o investidor precisa ter conhecimento sobre o sistema de franquias. Apesar de entrar com o investimento e contar com o trabalho de um sócio operador, o investidor ainda precisa saber o que esperar do sistema e como atuar, pois sua participação pode ser requerida, de tempos em tempos.
O especialista Paulo Mendonça, consultor associado da Ponto de Referência, acredita que um franqueado investidor, sem conhecimento da funcionalidade do sistema de franquias, pode representar um potencial risco para as atividades da rede.
“Geralmente é um franqueado que já tem um emprego, tem dinheiro e quer outra fonte de renda. Ele também pode investir para que um familiar toque o negócio – e nem sempre é a melhor opção. Em muitos casos, é um perfil que não tem muito conhecimento sobre como funciona o franchising e isso pode ser negativo”, explica.
Diferentemente de investimentos de renda fixa, o franchising é um negócio que implica riscos e poucas (ou nulas) garantias de rentabilidade sem trabalho. “O bom franqueador vai recusar essa proposta, porque não existe esse retorno garantido, como existe no sistema bancário”, comenta.

Operador precisa ter alma do negócio
Quando o investidor opta por esse modelo na JP Odonto deve apresentar o sócio operador, mesmo que a participação seja mínima, segundo a responsável pela expansão da marca, Ana Cristina Amaral Centrone. “É muito importante que, em nossas clínicas, os operadores estejam engajados com o negócio e com os valores da franqueadora, que é voltada para um atendimento humanizado”, afirma.
Ela acredita que o franqueado com perfil investidor acaba enxergando o modelo de franquia como uma carteira de investimentos, mas muda a percepção ao conhecer o negócio, pelo potencial e prazo de payback. “O principal desafio é ele entender a importância de um sócio operador, pois com um ‘dono’ na clínica o resultado apresenta-se mais rapidamente e o retorno que ele espera também”, afirma.
A marca vê esse perfil como uma oportunidade de agregar valor ao modelo de negócio, pois pode contribuir com visões de experiências passadas.

Investidor é o novo queridinho do franchising

Cristianne Mendes Gonçalves, franqueada da Suav: abriu franquia em sociedade com a irmã, mas é ela quem toca o negócio

Cristianne Mendes Gonçalves, franqueada da Suav: abriu franquia em sociedade com a irmã, mas é ela quem toca o negócio

De acordo com o especialista, o investidor não é um perfil nocivo quando há um real interesse sobre como funciona o sistema de franquias. O que pode acabar gerando os multifranqueados, que têm sido a prata da vez aos olhos das franqueadoras.
“O investidor não é negativo, desde que tenha estrutura bacana para fazer isso acontecer. Algumas marcas têm privilegiado o perfil ideal como o investidor, que vai abrir diversas lojas em determinado período de tempo”, explica.
Isso ajuda a diminuir custos da franqueadora e a expandir de forma mais rápida. Confira mais informações sobre multifranqueados em nosso Especial, publicado nessa edição.

Procura é recorrente
A Suav possibilita que o franqueado entre no negócio apenas como investidor, sem a necessidade de colocar a mão na massa.
“Acaba sendo uma prática muito comum, principalmente em casos de sócios e que tenham relação afetiva como irmão, pai, cunhado. Essa pessoa entra com o capital e tem uma parceria para gerenciar o negócio”, afirma o diretor-executivo da marca, Diogo Cordeiro de Oliveira.
O empresário ressalta que há ainda a possibilidade de o franqueado entrar como investidor e contratar alguém para trabalhar no negócio, não necessariamente criando vínculos de sociedade. “Às vezes, o investidor não consegue estar presente totalmente para condução da franquia, por isso acaba optando em contratar alguém ou abrir sociedade”, diz.
É o que fez Cristianne Mendes Gonçalves. Durante 17 anos ela trabalhou como Relações Públicas de multinacionais do segmento de mineração, iniciando no estado do Pará, onde nasceu, além de morar nos estados do Maranhão, Mato Grosso do Sul e, por último, em Minas Gerais, sendo esse último o lugar onde optou ficar por já ter raízes familiares.
Em 2013, a mineradora que trabalhava passou por crises do mercado e por meio de conversas de amigas, iniciou o interesse em conhecer melhor os negócios da área de beleza e estética, sempre muito bem colocadas em pesquisas de negócios para quem quer ser um empreendedor.
Ela entrou com sociedade junto à irmã e abriram no final de 2017 uma franquia Suav em Belo Horizonte (MG). Cristianne fica à frente da gestão, já sua irmã acompanha tudo de longe. Decisões importantes são tomadas em conjunto.

 

Publicações recentes