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Revista Franquia #84 |EXPANSÃO|Quer ser franqueado cobaia?

Quer ser franqueado cobaia?

Redes beneficiam franqueados que operam serviços e processos-pilotos com descontos. Saiba mais

“Se a rede conseguir um acordo para testar esse modelo com um franqueado, e deixar claro para os demais, é um modelo interessante” Claudia Bittencourt, presidente do Grupo Bittencourt

“Se a rede conseguir um acordo para testar esse modelo com um franqueado, e deixar claro para os demais, é um modelo interessante”
Claudia Bittencourt, presidente do Grupo Bittencourt

É comum que muitas franqueadoras mantenham operações próprias para que sejam testados produtos ou novos serviços, antes de expandir para toda a rede. No entanto, algumas optam por usar um “franqueado cobaia” para essas atividades.
“Esse custo de unidade própria só para esse fim acaba sendo um peso na estrutura da franqueadora. Se a rede conseguir um acordo para testar esse modelo com um franqueado, e deixar claro para os demais, é um modelo interessante. O que não pode é os franqueados sentirem que há algum tipo de privilégio”, alerta a presidente do Grupo Bittencourt, Claudia Bittencourt.
Usar a inteligência da rede para gerar inovação é a estratégia da Depyl Action. A fundadora Danyelle Van Straten vê que o método colaborativo do franchising já permite essas interações e isso só enriquece a experiência e os serviços prestados. “No ano de 2018, implantamos oito serviços novos em parceria com franqueados, por meio de projetos-pilotos que aconteceram simultaneamente em várias lojas”, comenta.

Modelo colaborativo

Danyelle Van Straten, fundadora da Depyl Action: oito novos serviços foram implementados com ajuda de franqueados

Danyelle Van Straten, fundadora da Depyl Action: oito novos serviços foram implementados com ajuda de franqueados

Na Vazoli, cinco unidades próprias e franqueadas são mobilizadas para pilotar projetos novos. “É interessante porque, justamente, o franqueado apresenta a cada projeto a visão de quem está no dia a dia da operação”, avalia o presidente da rede, Eric Vaz de Lima. Na visão do franqueador, a prática ajuda a chegar com mais eficácia à percepção do consumidor.
“Nós procuramos, primeiro, unidades que tenham um volume de produção maior para que elas também trabalhem esses

produtos. Isso nos permite refinar as propostas por meio de maiores demandas práticas”, explica.
O executivo de finanças e expansão da SuperSeg Brasil Helton Cézar considera a etapa de testes e piloto muito importante para validar novos lançamentos da franquia. “Na loja-piloto, devido ao envolvimento dos fundadores, pode haver distorções, ou entendimentos com vieses. O teste em unidade franqueada valida se o novo produto ou serviço tem a aceitação e demanda esperada, e os possíveis ajustes são feitos em ambiente controlado”, afirma.

“Nós procuramos, primeiro, unidades que tenham um volume de produção maior para que elas também trabalhem esses produtos. Isso nos permite refinar as propostas por meio de maiores demandas práticas” Eric Vaz de Lima, presidente da Vazoli

“Nós procuramos, primeiro, unidades que tenham um volume de produção maior para que elas também trabalhem esses produtos. Isso nos permite refinar as propostas por meio de maiores demandas práticas”
Eric Vaz de Lima, presidente da Vazoli

Como selecionar a unidade cobaia
Os critérios de escolha da unidade também devem ser previamente avisados, seja por proximidade com a franqueadora, por ser a primeira unidade da rede ou outro fator. “Se ele for testar algo novo em unidade própria, também deve ser avisado à rede”, orienta Cláudia.
A distância é um dos critérios da SuperSeg para selecionar o franqueado que será cobaia das inovações, dessa forma, eventuais problemas podem ser corrigidos rapidamente.
As compensações pela participação do franqueado nos processos de teste podem existir, mas também devem comunicadas à toda a rede. As vantagens vão desde descontos em produtos, concessões especiais ou até mesmo descontos em taxas pagas à franqueadora.

Contrapartidas devem ser cautelosas

“Na loja-piloto, devido ao envolvimento dos fundadores, pode haver distorções, ou entendimentos com vieses. O teste em unidade franqueada valida se o novo produto ou serviço tem a aceitação e demanda esperada, e os possíveis ajustes são feitos em ambiente controlado” Helton Cézar, executivo de finanças e expansão da SuperSeg Brasil

“Na loja-piloto, devido ao envolvimento dos fundadores, pode haver distorções, ou entendimentos com vieses. O teste em unidade franqueada valida se o novo produto ou serviço tem a aceitação e demanda esperada, e os possíveis ajustes são feitos em ambiente controlado”
Helton Cézar, executivo de finanças e expansão da SuperSeg Brasil

Maria Selma Mata fundou a rede de alimentação Champion em 2015. Um ano depois, o primeiro franqueado abriu as portas – e era seu irmão, Manoel Neto. Atualmente, são 16 unidades em funcionamento, sendo quatro franquias.
Em 2016, Maria Selma deu uma colher de chá ao irmão, que investiu R$100 mil na franquia, parcelando o investimento em três vezes. Em contrapartida, nas três primeiras semanas, a franqueadora ofertou os produtos ao irmão para impulsionar o negócio da modalidade quiosque.
O executivo da SuperSeg explica que os custos de implantação e homologação são subsidiados pela franqueadora. “Outro benefício é que todo o staff do projeto fica à disposição do franqueado, fazendo ajustes e validações em tempo real. É uma oportunidade importante que o franqueado tem de participar da construção. Acreditamos que modelos de desenvolvimento colaborativos são mais eficazes e perenes”, afirma.
Na Depyl Action, os benefícios variam de acordo com a complexidade do processo e do período de testes, mas vão de isenção de royalties por determinado período até parceria para participar da capacitação da rede. “É importante identificar os franqueados com disponibilidade e características especificas de cada projeto. Depois, alinhar expectativas e acompanhar de perto a implantação”, afirma.
Tudo deve ser feito com cuidado e critério: nada pode parecer para a rede que esse franqueado será beneficiado. “Quando tem benefício que envolve recurso financeiro, é mais complicado. O ideal é que seja mais a questão de colaboração, estamos em momento de colaboração mutua”, afirma Cláudia.

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