Advertisement Advertisement Editora Lamonica – Revista Franquia #83 |VAREJO|Propósito, experiência e integração digital são as tendências de 2019

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Revista Franquia #83 |VAREJO|Propósito, experiência e integração digital são as tendências de 2019

Propósito, experiência e integração digital são as tendências de 2019

Temas foram debatidos na NRF, em Nova Iorque. ABF participou do evento e trouxe insights

Entre os dias 13 e 15 de janeiro aconteceu o maior evento de varejo do mundo, em Nova Iorque, o NRF Retail’s Big Show. O evento anual dita as regras das tendências do varejo em todo o globo e, nessa edição, atraiu 37 mil pessoas de 99 países.
As principais tendências apontadas este ano seguem o que já vinha sido mostrado há algumas edições: a importância da experiência, propósito e a integração cada vez mais intuitiva do físico com o digital. O que se apontava como tendência, agora apresenta o desafio da implementação real.

Novo horizonte para o Brasil
A Deloitte apresentou seu estudo das 250 maiores varejistas globais e, dessa vez, três brasileiras estão na lista: Lojas Americanas (178), Raia Drogasil (223) e Magazine Luiza (249). As duas últimas não constavam na listagem do ano passado. O ranking se baseia pelo lucro das empresas em 2017. Walmart e Cotsco continuam na liderança.
A empresa analisa que o Brasil está em uma encruzilhada, pois tem conseguido se recuperar lentamente da maior crise da era moderna e que o novo governo, apesar de se apresentar como liberal na economia, não tem nenhuma proposta concreta. Os olhos estão sob o Ministro da Economia, Paulo Guedes, que promete favorecer a liberalização do mercado, como aconteceu com o Chile, na década de 1970.

46690458352_fb0f2cbbb4_oUm termo muito utilizado nesta edição foi new retail (o novo varejo, em tradução livre), que integra de forma intuitiva os mundos físico e digital. “Gera relevância para o consumidor por meio de um sortimento de produtos bem amplo, com customização e conveniência”, explica o presidente da ABF, André Friedheim.
O franqueador destaca, também, a força da loja física no varejo, que foi uma das marcas do evento. Ao contrário das profecias apocalípticas que pregavam o fim dos espaços, dois mil novos estabelecimentos foram abertos nos Estados Unidos em 2018. “As lojas novas passam a ter espaço para alimentação, áreas verdes, possibilidade de retirar compras feitas na internet, atividades físicas, venda de alimentos frescos e outras variedades que aumentam o espaço. As lojas têm que ser relevantes para o consumidor querer visitá-las”, explica.

O desafio da personalização
Um estudo da Forrester Research revelou que 36% dos consumidores querem uma personalização mais eficiente, mas hesitam46007379524_51278c7498_o em compartilhar informações pessoais. Mais da metade dos consumidores norte-americanos se preocupam com o fato de as empresas saberem muito sobre eles e esse percentual sobe para 59% em famílias de maior renda. Para 46%, o problema é a quantidade de dados que os varejistas querem coletar sobre elas.
O dado que gera menos atrito ao ser compartilhado é o de produtos que mais gostam de consumir. Cerca de 40% estão dispostos a compartilhar hobbies e interesses e 37% falam abertamente sobre produtos que já possuem. Os dados que mais geram atritos são:

• Quanto gosta de gastar para comprar produtos (26%)
• Informações sobre mídias sociais (7%)
• Permissão para rastrear suas atividades on-line (6%)
• Amigos ou seguidores nas redes sociais (4%)

Somado a tudo isso, o varejo ganhou mais desafios na coleta de dados, por meio de pressões legais. No ano passado, foram aprovadas o GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) na Europa e também a Lei Geral de Proteção de Dados, no Brasil. Em suma, as empresas devem informar ao cliente em quais situações seus dados serão utilizados e deverão alterá-los ou apagá-los, sem ônus, ao serem solicitados pelo consumidor.
Por outro lado, a tecnologia tem se mostrado cada vez mais uma aliada para essa função. Inteligência artificial, internet das coisas e blockchain são apontados como as principais tendências em ferramentas para leitura, interpretação de dados e ação das empresas nos próximos doze meses. “O CEO do Walmart mostrou que é um dos maiores compradores de tecnologia do mundo e tem 7,6 mil funcionários só na área de tecnologia para dar ao consumidor a melhor experiência possível”, comenta Friedheim.

Experiências devem se aprofundar
Tecnologias emergentes podem ajudar a mudar a forma como os consumidores têm interagido com suas marcas favoritas. Não é raro ver uma empresa sendo tratada como uma cultura e isso deve se aprofundar, uma vez que jovens consumidores abraçam causas que, geralmente, são enaltecidas por empresas que conseguem estabelecer diálogo com esse público.
Para que a marca seja vista como uma cultura a ser seguida pelos jovens, ela deve se perguntar: o mundo seria diferente, de alguma forma, se a empresa não existisse?

eliane-bernardino-andre-friedheim-antonio-moreira-leite-nrf-2019-696x522Franchising brasileiro marca presença no evento
Nesta edição, representantes da ABF integraram o grupo da BTR-Varese. Participaram o presidente da ABF, André Friedheim; o vice-presidente, Antonio Moreira Leite; e Eliane Bernardino, presidente da ABF Rio. A missão aconteceu entre os dias 11 e 17 de janeiro e envolveu, além da NRF, uma série de atividades, com palestras, workshops, visitas à exposição da indústria do setor, realizada paralelamente à Convenção
(que ocorreu de 13 a 15/1), visitas técnicas a redes de varejo, dentre outras.
No dia 16, houve uma imersão no Harvard Club, onde Friedheim participou de um seminário internacional de varejo.

 

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