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Revista Franquia #83 |SEGURO|Franquia prevenida vale por uma rede

Franquia prevenida vale por uma rede

Seguros podem garantir que franquia tenha menos dores de cabeça. Saiba quais são necessários contratar para o seu negócio

Felipe Romano, advogado do Novoa Prado Consultoria Jurídica

Felipe Romano, advogado do Novoa Prado Consultoria Jurídica

O seguro morreu de velho. Um ditado nunca foi tão oportuno quanto nessa era em que qualquer movimento em falso é registrado por uma câmera e rapidamente disseminado em redes sociais. Esse risco está presente tanto pela ação de funcionários quanto, principalmente, de consumidores.
Para se precaver de situações que possam colocar em risco a integridade do negócio, tanto física quanto moral, o ideal é buscar por seguros que cubram eventuais sinistros. No entanto, nem todos são de responsabilidade apenas do franqueado.
“Caso seja para assegurar o cumprimento das obrigações do contrato de franquia pelo franqueado, a responsabilidade pela contratação do seguro é de obrigação desse último. No caso de fornecimento de mercadorias, a ­responsabilidade é do franqueador, uma vez que o contrato de fornecimento usualmente encontra-se vinculado à empresa franqueadora”, explica o advogado do Novoa Prado Consultoria Jurídica, Felipe Romano.
O franqueado é responsável pelas apólices que assegurem o funcionamento regular do estabelecimento e protejam contra incidentes como incêndio, roubo, furto, tempestade e outras situações.
Cada franqueadora possui regras distintas sobre os seguros que devem ser contratados, logo, o franqueado deve seguir as diretrizes estabelecidas. “Algumas exigem que a unidade franqueada seja assegurada pela mesma companhia de seguros homologada pela franqueadora, com o intuito de diminuir custos e uniformizar a cobertura e atendimento. Outras marcas liberam para que o franqueado contrate as apólices da companhia que lhe convier, desde que cubram os sinistros indicados pela franqueadora”, explica Romano.

Obrigações da franqueadora

Gabriel Villarreal, sócio do escritório Villarreal Advogados

Gabriel Villarreal, sócio do escritório Villarreal Advogados

A franqueadora que opta pela contratação de seguro deve especificar a sua obrigatoriedade tanto na Circular de Oferta de Franquia (COF), quanto no contrato. “A principal cobertura de interesse da franqueadora é a de responsabilidade civil, fazendo com que o franqueado possua seguro para cobrir eventuais danos causados a terceiros pela unidade franqueada”, explica o sócio do escritório Villarreal Advogados, Gabriel Villarreal.
Isso exime a franqueadora de arcar com prejuízos causados por outras pessoas em caso de demanda judicial, mas o franqueado deve se atentar a qual seguro é ideal para o seu negócio. “É importante que o franqueado leia atentamente os termos da apólice e, principalmente, verifique quais são as hipóteses excludentes de cobertura, ou seja, em quais situações a empresa seguradora não é obrigada a cobrir o sinistro”, explica.
O principal seguro de interesse do próprio franqueado, no entanto, é o patrimonial, que assegura danos causados ao imóvel onde a unidade está instalada. De acordo com Villarreal, essa contratação é comumente exigida de locadores como condição. “A depender do ramo de atividade da franquia também pode ser recomendável que o franqueado possua outros tipos de seguro, como seguro de transporte ou seguro de vida para seus funcionários”, complementa o especialista.

Adriano OliveiraProcura por seguros cresceu em franqueadoras do nicho
No Grupo É Seguro Corretora de Seguros, o aumento em 2018 foi de 15% nas cotações para locais com grande circulação de pessoas, como shoppings populares, supermercados, escolas e escritórios de contabilidade. De acordo com o diretor da empresa, Adriano Oliveira, as pessoas têm o costume de se preocupar apenas quando algum incidente acontece. “Atualmente, apenas 7% das empresas possuem seguros noBrasil e 100% delas estão sujeitas a riscos constantes no dia a dia de sua atividade e também a riscos climáticos e danos causados pelo homem, como incêndio, roubo e furto”, explica.

O seguro empresarial deve ter um crescimento expressivo nos próximos meses, na percepção do diretor-executivo da Quisto Corretora de Seguros, Henrique Mol. “Os empresários estão preocupados em proteger cada vez mais seu patrimônio. Acreditamos, que, com a retomada da economia brasileira, a busca por esse tipo de serviço cresça em torno de 30% em 2019, em comparação com este ano”, afirma.

Richard Freitas, sócio-fundador da protect Soluções

Richard Freitas, sócio-fundador
da protect Soluções

Marca estendeu proteção para toda a rede
A OrthoDontic enxerga o seguro como uma ação necessária para proteger a empresa. O sócio-diretor da marca, Fernando Massi, conta que realizou recentemente a contratação de seguros prediais para a estrutura física de unidades-piloto, e também de responsabilidade civil para respaldar a empresa em eventuais erros de atendimento. O investimento foi de
R$ 1,5 milhão por clínica, mas pode variar dependendo da ocorrência.
“Temos todo um processo para evitar falhas, mas lidar com pessoas oferece riscos, tendo em vista que não se trata de uma variável controlável. Por isso, é importante ter esse cuidado com todos os aspectos de segurança”, afirma.
Ainda não há uma regra para que o franqueado contrate o seguro, mas a franqueadora tem recomendado a adoção. “Além disso, está em fase de estudos no departamento de compras da OrthoDontic, a indicação de um grupo de prestadores de serviços que possam ser indicados ao

Fernando Massi, sócio-diretor da OrthoDontic

Fernando Massi,
sócio-diretor da OrthoDontic

franqueado, de forma a oferecer benefícios para a rede”, explica o franqueador.

Custos são desafios
Richard Freitas, da Protect Solucões admite que tributos e burocracia são os principais entraves para que pequenos e médios empresários olhem com mais cuidado para a segurança de seus patrimônios. “Para operar 100% aderente a todas as regras e regulamentações que o Governo lhe impõe e pagar todos os impostos que atingem seu faturamento, o empresário de menor porte sofre”, explica.
O seguro precisa ser visto como uma ferramenta de prevenção, na visão do franqueador. O mais contratado é o empresarial, justamente por ser exigido em contratos de locação, mas há muitas outras variáveis que precisam entrar no radar do empresariado o quanto antes.

Comoção ajuda, mas não o suficiente
Episódios de comoção nacional, como o incêndio no Museu Nacional, ou o prédio no centro de São Paulo, que era ocupado por centenas de famílias, chamam a atenção das empresas, mas não é o suficiente, na visão do sócio-fundador da Protect Soluções, microfranquia especializada em soluções de gestão e seguros, Richard Freitas.
“O brasileiro ainda se espanta com a falta de visão ou planejamento dos políticos, mas esquece, às vezes, de olhar para as suas próprias decisões com a mesma lente crítica e perceber que seus negócios podem sofrer do mesmo mal”, explica.
A empresa teve pouco aumento na procura de proteção patrimonial depois dos episódios. “Por sinal, você acha que todos os outros museus, parques e, até mesmo, empresas estatais passaram a olhar com mais carinho suas exposições a risco desde este acidente de grandes proporções?”, questiona.

 

 

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