Advertisement Advertisement Editora Lamonica – Revista Franquia #83 |OPORTUNIDADE|Franquias miram mercado de eventos para crescer

Notícias

Revista Franquia #83 |OPORTUNIDADE|Franquias miram mercado de eventos para crescer

Franquias miram mercado de eventos para crescer

Sistema volta seus olhos para setor que abrange diversos segmentos de destaque no franchising brasileiro. Saiba as variações e especificidades das marcas e quais os cuidados antes de investir

45668723_2056124377743050_8465649293699579904_oO mercado de eventos é um dos mais promissores atualmente no Brasil, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os últimos números oficiais desse setor foram coletados em 2013 e, naquele período, o nicho já representava 4,32% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com movimentação de R$ 209,2 bilhões. Os dados foram levantados pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc) e Sebrae Nacional, com 2,7 mil empresas.
“A busca do brasileiro por eventos, geralmente, é grande. Em 2018, passamos por alguns motivos, como Copa do Mundo. Tivemos um crescimento natural, mas também um sazonal”, afirma o consultor do Sebrae-SP, Leandro Reale Perez.
A razão para o crescimento é que o setor abarca três segmentos de destaque na economia nacional, de acordo com o Sebrae: Logística, Alimentação e Lazer. “Evento é uma interferência desses três. No mínimo, está bem posicionado como negócio”, observa Perez.

Manoel Lima - Dona Nuvem (1)Marca recém-lançada já opera em eventos
Depois de uma exitosa primeira unidade-piloto em São Paulo, a sorveteria Dona Nuvem acaba de abrir a sua primeira franquia na capital paulista. No entanto, antes disso, a rede optou por levar seu produto para eventos. “Decidimos que participar dessas ocasiões seria mais uma forma de fazer parte dos momentos mais especiais e marcantes na vida dos nossos clientes”, explica o idealizador da rede, Manoel Lima. De acordo com ele.
Como iniciaram há pouco tempo, os números da atuação ainda não são expressivos, mas o empreendedor afirma que os eventos ajudam a dar visibilidade para a marca, que está iniciando a expansão. Por enquanto, apenas a franqueadora realiza ações em eventos. Lima diz que estuda a possibilidade de abrir para as franquias levarem a mesma metodologia em outras cidades do País.
Manoel Lima, idealizador da Dona Nuvem: ações em eventos são limitadas à franqueadora, mas podem ser estendidas

Expansão
A Flairs Coquetelaria está no mercado há 13 anos e há cinco abriu para franquias. A marca opera exclusivamente com eventos e cerca de 80% dos contratos que atende são casamentos. “A parte de marketing é toda centralizada e realizamos um trabalho de parcerias local quando abrimos a unidade. O franqueado vende, atende e executa o evento”, explica o fundador e CEO da marca, Zeca Oliveira.
A empresa tem nove unidades no Brasil e uma em Assunção, no Paraguai. Toda a gestão financeira das franquias é responsabilidade da franqueadora. As compras são feitas em grandes volumes para distribuição, o que beneficia a negociação com os fornecedores.
Oliveira afirma que os anos de crise só trouxeram crescimento para a marca. “Vendemos não só serviços, mas produtos. Usamos isso para manter a alta coquetelaria”, explica.
Cada franquia é instalada de acordo com a estratégia local; a única regra é que não sejam inauguradas duas unidades na mesma cidade. “Estamos surfando em uma onda de crescimento da tendência de coquetelaria não só em festas, mas em bares e cozinha”, explica.

Um horizonte de oportunidades
O mercado de eventos é promissor para diversos nichos do franchising. No decorrer do ano, feiras e congressos reúnem milhares de pessoas e demandam por serviços como alimentação, limpeza e brindes, por exemplo.
A própria ABF organiza o maior evento de franquias da América Latina – ABF Franchising Week – em junho, em São Paulo, e outras edições regionais, como a Expo Franchising ABF Rio, no Rio de Janeiro. Na praça de alimentação é possível encontrar diversas marcas tradicionais de franquia oferecendo seus serviços para o consumidor final e usando a ocasião como “vitrine” de seu modelo de negócios. Isso também se aplica à limpeza dos pavilhões, apoio em congressos com brindes e material de apoio.

Marca nasceu ainda na faculdade
Ainda durante a faculdade, em Juiz de Fora (MG), Renato Filgueiras e mais quatro amigos começaram a produzir festas para integrar os alunos de outros cursos. Ao final da graduação, eles abandonaram as carreiras e resolveram investir no mercado de eventos definitivamente, com a Viva Eventos. “Demos um prazo de dois anos para ver se daria certo. Fecham os 108 formaturas no primeiro ano, tínhamos um diferencial de personalização”, explica.
Em seguida, eles abriram unidade própria em Belo Horizonte, capital do estado, e participaram do programa Minas Franquia, promovido pelo Sebrae-MG e formataram a Viva para expansão.
“Criamos o modelo  que o franqueado faz toda a parte de captação do cliente, atendimento e execução do evento. Temos padronização dos processos e uma universidade corporativa EAD que ajuda no treinamento”, explica Filgueiras.
A crise impactou o negócio da Viva, por estar diretamente atrelado ao mercado universitário. De acordo com o executivo, o número de formandos caiu, bem como o de convites vendidos para as festas, mas ele enxerga que a forte expansão ainda se dê pelo potencial do mercado no Brasil.

Suporte é fundamental
Manter o padrão é o maior desafio em franquias desse nicho, na visão de Perez, do Sebrae. Segundo ele, a atuação com o franqueador precisa ser muito próxima para que o franqueado tenha suporte em diversas situações variadas que podem acontecer. O treinamento é outro ponto importante, pois quem representará a empresa, de fato, nos eventos serão os funcionários. “Isso é determinante para quem está pensando em comprar uma franquia”, explica.
Como esse segmento é muito volátil, o especialista aconselha que o empreendedor, antes de investir, pesquise a fundo sobre o mercado e a região de atuação da franquia. “Tem que pesquisar muito de quem já tem essa franquia. Busque informação de quantos concorrentes tem e qual o mercado potencial”, explica.
No entanto, se a franqueadora tiver padrões e processos definidos, o especialista vê o setor como uma oportunidade próspera, pois o mesmo cliente pode gerar diversos eventos no ano.

Sem Tít22ulo-1

 

 

Publicações recentes