Advertisement Advertisement Editora Lamonica – Revista Franquia #83 |INTERNACIONALIZAÇÃO|Prepare sua bandeira para exportá-la

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Revista Franquia #83 |INTERNACIONALIZAÇÃO|Prepare sua bandeira para exportá-la

Prepare sua bandeira para exportá-la

O trabalho de marca no exterior é tão importante quanto o produto ou serviço que será levado para fora. Saiba como se preparar para traçar essa estratégia

Sem Título-1Atualmente, 145 marcas de franquias brasileiras possuem presença no exterior, seja com produtos e serviços ou com lojas físicas. Esse número mais do que duplicou na última década, mas todas tiveram jornadas diferentes e muitos aprendizados pelo caminho.
Para estudar a melhor forma de levar os negócios para outros países, com base em modelos de sucesso, a ABF e a ESPM realizaram um estudo chamado A Marca na Internacionalização das Franquias Brasileiras. O registro faz parte de uma coleção de “livros verdes” iniciada em 2010, que analisa os desafios da internacionalização de redes de franquias sob diversos aspectos. Os estudos são lançados a cada dois anos.
A obra é assinada por Thelma Valéria Rocha Rodrigues, Eduardo Eugênio Spers, Felipe Mendes Borini, Vanessa Pilla Galetti Bretas, Pedro Lucas de Resende Melo, Mario Henrique Ogasavara e Adriana Camargo.
Para o tema abordado nesta edição, os pesquisadores ouviram as marcas Chilli Beans, iGUi, Localiza, Nutty Bavarian e O Boticário.

Saiba Mais:
O primeiro conceito fala sobre atributo funcional do produto ou serviço, no sentido de resolver um problema ou suprir uma necessidade do consumidor; o segundo está relacionado aos símbolos que o produto ou serviço representa para os clientes e, no terceiro caso, os benefícios estão ligados às experiências que a marca oferecerá aos clientes no momento do consumo.

Crescimento de 118%
Desde o início dos estudos, em 2010, houve um crescimento significativo em marcas brasileiras internacionalizadas: de 65 para 145, algo em torno de 123%. Considerando os números até 2017, entre os segmentos que mais cresceram destacam-
se: Outros – que engloba Informática, Hotelaria, Serviços e Limpeza –, cuja expansão atingiu 300% no período, Casa e Construção, 280% e Alimentação, 100%.

Sem Título-2

Sem Título-3A jornada da marca no exterior
A escolha de estratégia na internacionalização é o passo inicial e um dos mais importantes na jornada de construção de marca no exterior. Isso vai determinar, por exemplo, os benefícios funcionais, simbólicos e experienciais que a marca quer ofertar, que já abre alas para o segundo passo.
O processo de construção de marca é um estudo contínuo, segundo as franqueadoras entrevistadas, pois precisa considerar erros e acertos. A jornada é etapa fundamental para que a empresa consiga se consolidar no mercado pretendido.
A gerente de Inteligência de Mercado da ABF e uma das autoras do estudo, Vanessa Bretas, observa que, no franchising, a marca possui um duplo papel: atrair o consumidor final e os potenciais franqueados. “As redes de franquia com uma percepção de marca forte apresentam maior tendência de expandir para mercados estrangeiros”, afirma.

O sonho americano continua em alta
Os Estados Unidos continuam sendo o maior polo de destino das marcas brasileiras. No entanto, um novo País deve despontar, na visão da especialista da ESPM, Thelma Rocha. “Deve aumentar o número de redes em Portugal, até porque a responsável pela Associação de Portugal estava na Convenção ABF, e na Expo Franchising ABF Rio também tinha um representante de Portugal”, explica.

Tendências
A última edição do estudo lista quatro caminhos pelos quais a construção de marca deve passar, ao se pensar em internacionalização. Confira:

  1. Estratégias de comunicação e marketing: Utilização de canais digitais e de mídias sociais para apresentação da marca. “A internet está mudando o jeito de fazer negócios, de expandi-los, e o uso das mídias sociais é indispensável. Isso tem que ser considerado no processo de construção da marca”, ressalta Thelma Rocha.
  2. Diversidade: Parcerias ou associações com outra rede local, com novos arranjos internacionais.
  3. Concentração estratégica: Pontos de venda em uma determinada região que congregue o público-alvo da marca.
  4. Seguir o cliente: Neste caso, a rede abre sua operação para atender uma comunidade de brasileiros no exterior, por exemplo. “As marcas brasileiras seguirão a tendência de crescimento internacional e, beneficiadas pela maior maturidade do franchising brasileiro, de acordo as recomendações e os cuidados no planejamento, estrutura, gestão eficiente, correta seleção do parceiro local e adaptação à cultura e às leis do país almejado, estarão cada vez mais consolidadas no exterior”, explica Vanessa, da ABF.
Passo a passo para pensar na internacionalização
• Profissionalismo: não abrir uma operação brasileira em outro país sem organizar sua empresa nacionalmente.• Seleção de um parceiro: ele precisa ser comprometido com o crescimento da marca brasileira e assegurar esse compromisso contratualmente.• Cuidado com o co-branding: é preciso que a empresa franqueadora tenha um plano B e uma gestão qualificada e estruturada para monitorar a marca no exterior, além de uma estrutura de pós-venda e CRM.

• Liderança: é necessário que a marca brasileira disponha de uma liderança local de longo prazo.

 

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