Advertisement Advertisement Editora Lamonica – Revista Franquia #83 |EXPANSÃO|Qual o valor da sua franquia?

Notícias

Revista Franquia #83 |EXPANSÃO|Qual o valor da sua franquia?

Qual o valor da sua franquia?

Claudia Bittencourt, sócia e diretora geral do Grupo Bittencourt

Claudia Bittencourt, sócia e diretora geral do Grupo Bittencourt

Propósito, proposta de valor e tecnologia fazem parte de um amplo conceito do que o novo mercado exige do seu negócio. Consultoria realizou estudo sobre o tema

É inegável que o mundo vive novos momentos e que ainda não existem fórmulas de sucesso, diante de tantos cenários diferentes e imprevisíveis. Isso, obviamente, se projetou no mundo dos negócios e já chegou com toda força ao setor de franquias.
A escalabilidade e a padronização de processos enfrentam desafios diante de uma sociedade cada vez mais ciente de seu poder de barganha e heterogênea, com demandas e anseios diferentes que variam de acordo com muitos aspectos.
O tema que avalia a exponencialidade no setor de franquias foi abordado na mais recente edição do estudo lançado pelo Grupo Bittencourt. Desde 2010, a consultoria elege temas de relevância para o setor e os desdobra por meio de pesquisas com redes de franquias nacionais.

Saiba Mais:
190 franquias participaram do estudo, sendo que mais de 60% dos respondentes são decisores dentro das empresas. Os setores mais representativos no estudo foram, alimentação, serviços educacionais, saúde, beleza e bem-estar e moda. Mais da metade (55%) tem mais de 10 anos de atuação no franchising.

O que é isso?
Esse conceito é chamado de Plataformas Exponenciais. “Um modelo de negócio em plataforma viabiliza interações e troca de valor entre quem produz e quem compra. E esse valor, não necessariamente, são produtos. Podem ser informações, mídia, conteúdo, serviços e até mesmo outros negócios, como no caso do franchising”, explica Claudia Bittencourt, sócia e diretora geral do Grupo Bittencourt.

Sendo assim, essa plataforma pode criar valor a partir de recursos que não controla ou não possui, e isso tende a ajudar o mercado a se desenvolver ainda mais rápido. “O franqueador, detentor da marca, está no papel de ‘produtor’ ou de gerador da oferta, que no franchising é efetivamente um modelo de negócios devidamente testado e comprovadamente de sucesso. O franqueado, por sua vez, faz o papel de ‘comprador’ ou de gerador da demanda. O que ele deseja é um negócio viável e com menor risco para operar (ou investir). Só pelo conceito de franquia, a troca de valor real já se mostra clara e presente”, explica.

Metodologia
Para analisar a evolução das empresas brasileiras que utilizam o franchising como método de gestão, a consultoria considerou aspectos como: propósito das empresas, proposta de valor ao mercado, equipes, posse dos ativos na organização, políticas para inovação, engajamento e senso de comunidade, acompanhamento e gestão de desempenho, transformação digital e adoção de novas tecnologias, digitalização de processos, ruptura com o que “sempre funcionou”, além do desbravamento de novos mercados por meio da inovação e experimentação.
Mais da metade é exponencial
Com base nos dados coletados e na metodologia aplicada, o estudo identificou que o fator de exponencialidade no franchising é de 56% (em uma escala que vai até 100%). O que justifica isso é a adoção massiva de práticas, posturas e tecnologias que as caracterizam como empresas com cultura para crescerem de forma exponencial.
“As plataformas são uma mudança profunda na forma de se fazer negócios e em como as empresas se relacionam entre si. De uma atuação linear para atuação em rede e com crescimento exponencial. As plataformas são mais leves, tem menos ativos, mas geram maiores receitas”, explica Claudia.

Propósito ganha importância
Pensar grande ou pensar pequeno dá o mesmo trabalho, mas será que as redes de franquia se atentam a isso ao estabelecer os propósitos dos produtos ou serviços que oferecem ao mercado? De certa forma, a questão é: as redes se preocupam com a sua razão de existir?
“A construção de valor no sistema de franquias é uma premissa básica, pois há interesses comuns entre franqueadora e franqueado, que passam a ser parceiros trabalhando sob uma única marca, buscando sucesso e lucros mútuos”, numa ‘relação de interdependência’”, diz o membro do Conselho da ABF, Altino Cristofoletti Junior.
A consultoria julga que ainda não esteja claro para muitas redes o conceito real do que seria “propósito”, mas que isso vem crescendo com o tempo. Hoje, 67% das franquias sabem apontar razões substanciais para a existência da marca. Se comparar com estudo semelhante feito pelo grupo em 2017, esse índice era de 64%.

Sem Título-1

Sem Título-2

Sem Título-4Diferencial ainda é oportunidade
A proposta de valor de uma marca de franquia é mais complexa do que em empresas que adotam outros métodos de gestão, pois precisa permear não só clientes, mas franqueados, funcionários e uma série de stakeholders.
Cientes disso, as redes admitem pouca diferenciação e propostas que as tornem exclusivas, principalmente no que tange à relação com franqueados. Isso configura uma oportunidade, na visão da consultoria, para que as marcas possam se aperfeiçoar e trilhar o nome no mercado.

Diversidade ganha importância, mas ainda é projeto
Mais de 40% das franqueadoras entrevistadas afirmaram que possuem política de diversidade em seu quadro de funcionários. O horizonte é promissor para a maioria, que ainda não fala sobre o tema: 35% querem implantar em até um ano.
“De uma forma geral, as empresas tendem a contratar pessoas iguais e excluir a diversidade de opiniões. Não se trata apenas de uma mudança cultural nas empresas, mas de performance e negócios. Muitas vezes, a contribuição mais significativa para as empresas vem de fora dela”, explica Claudia.
Isso também se reflete na questão que aborda o incentivo à troca de ideias entre pessoas relacionadas ao negócio, desconstruindo a descentralização.
“Ainda existe em algumas redes o receio da troca de informações entre franqueados, fornecedores e demais stakeholders, apesar de vermos em algumas redes bons exemplos de como estão sendo implantados conselhos de franqueados, fóruns de discussão e comitês de melhoria continua com a participação inclusive de fornecedores. Os grandes insights na maioria das vezes aparecem de pessoas de fora da companhia”, explica a diretora-executiva do Grupo Bittencourt, Lyana Bittencourt.

Sem Título-3

 

Publicações recentes