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Mamãe, me dá chupeta – Revista OdontoCompany

na Categoria Revista OdontoCompany, Saúde

Hábito tão comum, ele pode causar uma série de problemas futuros e comprometer seriamente a saúde bucal das crianças

Matéria publicada na seção Dente, Dentinho da Revista OdontoCompany nº 14 (página 14)

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18/09/2017 – Muitos bebês chupam o dedo desde a fase intra-uterina. Trata-se de um reflexo da sucção, ato que faz parte do processo de desenvolvimento e é importantíssimo para evitar problemas fonoaudiológicos, de respiração, audição, deglutição e psicomotores. Até os dois anos de idade, algumas crianças têm necessidades maiores de sugar. O ideal seria que essa ação e a fome fossem saciadas ao mesmo tempo, mas nem sempre isso acontece. Daí a necessidade de compensar com o dedo ou a chupeta, fora que eles ajudam a acalmar e relaxar.

Apesar de bonitinho, o hábito normalmente provoca uma série de complicações futuras, em especial na formação da dentição. “São alterações nos encaixes dos dentes superiores e inferiores, conhecidas como maloclusões dentárias. Alguns exemplos são mordida aberta, mordida cruzada unilateral ou bilateral, retrognatia mandibular (quando a mandíbula não consegue desenvolver no sentido anterior e fica posteriorizada) e apinhamento dentários (falta de espaço para os dentes)”, explica a odontopediatra da OdontoCompany Itaquera, em São Paulo, Natália Kessyma.

Além disso, os ossos da face podem crescer de maneira errada e desigual e as arcadas ósseas ficarem estreitas, com o céu da boca profundo, causando também desvios de septos nasais. Com o uso indiscriminado do dedo e da chupeta corre-se o risco de os pequenos terem dificuldade na fala e na função dos músculos da boca. E tem mais. Segundo Natália, leva tempo para acontecer, porém, essas práticas também podem fazer o queixo ficar pequeno e a base do nariz estreita, provocar perda de vedamento dos lábios, respiração pela boca, língua baixa e flácida, dificuldade para respirar, mastigar e engolir e distúrbios do sono como apneia e bruxismo, entre outros.

Só para se ter uma ideia da gravidade da situação, um estudo realizado pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, com 128 crianças entre 3 e 5 anos, revelou que as que usaram chupeta ou chuparam o dedo por pelo menos três anos apresentaram mais chance de ter problemas para falar quando comparadas com as que não tinham o hábito.

A dentista da OdontoCompany Itaquera diz que o ideal é que esses hábitos sejam gradualmente removidos até os dois anos para evitar que no futuro seja necessário o uso de aparelhos ou até cirurgias. “Os pais podem oferecer mordedores, preferencialmente gelados, ou outras distrações que necessitem o uso das mãos”, afirma. Nesse processo, no entanto, não vale colocar substâncias com gosto ruim no dedo ou na chupeta e nem fazer chantagem ou ameaças – isso só assustará os pequenos. O importante é estimular e ajudar, elogiando sempre e com muita paciência.

Matéria publicada na seção Dente, Dentinho da Revista OdontoCompany nº 14 (página 14)

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