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Gotas e picadas do bem – Revista OdontoCompany

na Categoria Revista OdontoCompany, Saúde

As vacinas são as armas mais eficazes no combate às doenças; confira quais devem ser tomadas em cada fase da vida 

Matéria publicada na seção Bem-estar da Revista OdontoCompany nº 14 (página 22)

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18/09/2017 – A primeira vacina de que se têm notícias surgiu no início do século XVIII para combater a varíola. De lá para cá, muitas outras foram criadas, a fim de prevenir e controlar doenças infecciosas – ou até erradicá-las – e proteger não apenas as pessoas que as recebem, mas também a comunidade como um todo. Dessa forma, quanto maior o número de indivíduos imunizados no território, menor será a proliferação das enfermidades, o que, consequentemente, gera redução de internações e diminuição dos custos com tratamentos.

Mas, em meio a tantos benefícios, é normal ter dúvidas quanto ao funcionamento da vacina e quais devem ser tomadas ao longo da vida. Para tratar melhor o assunto, a Revista OdontoCompany consultou a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e conversou com a subgerente e coordenadora do Programa Municipal de Imunizações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, Maria Ligia Ramos Nerger.

 

Funcionamento

Ao invadir um organismo, bactérias e vírus atacam as células e se multiplicam, causando a doença. Para evitá-la, e assim proteger a saúde, é aplicada a vacina. Uma forma enfraquecida ou totalmente inativa do agente que provoca a enfermidade é introduzida via oral (gotas) ou venal (injeção). A partir daí, as defesas do corpo entram em ação, produzindo anticorpos que atuam contra os responsáveis pelas enfermidades infecciosas.

O sistema imune também tem a capacidade de se lembrar das ameaças já combatidas, por isso, sempre que os mesmos agentes infecciosos entram em contato com o organismo, o complexo processo de proteção é reativado. Em alguns casos, a memória imunológica é tão eficiente que não deixa uma doença ocorrer mais de uma vez na mesma pessoa. Isso acontece, por exemplo, com sarampo ou catapora (varicela). No entanto, existem moléstias, como meningite, difteria, tétano e coqueluche, em que a vacina não garante proteção para a vida toda, daí a necessidade de doses de reforço.

 

Composição

Existem dois tipos de vacinas: as atenuadas e as inativadas. Enquanto as primeiras contêm agentes infecciosos vivos, mas extremamente enfraquecidos, as segundas usam agentes mortos, alterados ou apenas partículas deles. Todos são chamados de antígenos. Além deles, elas podem conter quantidades muito pequenas de outros produtos químicos ou biológicos, tais como: água estéril, soro fisiológico ou fluidos contendo proteína; conservantes e estabilizantes (albumina, fenóis e glicina são alguns); potencializadores da resposta imune, chamados “adjuvantes”, que ajudam a melhorar a eficácia e/ou prolongar a proteção da vacina; material empregado para fazer crescer a bactéria ou o vírus, como a proteína do ovo de galinha; e traços de antibiótico, para evitar o crescimento de microrganismos durante a produção e o armazenamento do produto final. Esses ingredientes ajudam a preservar as vacinas e contribuem para manter sua eficácia ao longo do tempo.

 

Eficácia

No mundo todo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estipula metas a serem atingidas com as vacinas, sendo que a maioria delas protege cerca de 90% a 100% das pessoas – as contra a tuberculose (BCG) e rotavírus, por exemplo, têm índice de cobertura de 90%, e a da febre amarela, 100%. O pequeno percentual de não proteção se deve a muitos fatores, como o tipo de imunização e a resposta imunológica inadequada.

 

Reações

As vacinas atenuadas podem produzir condições semelhantes às provocadas pela doença que previne, mas em pessoas com o sistema imunológico competente isso é muito raro e, quando ocorre, os sintomas são brandos e de curta duração. Já as pessoas com doenças que deprimem o sistema imunológico ou que estão em tratamento com drogas que levam à imunossupressão não podem receber esse tipo de vacina. O mesmo vale para as gestantes.

Quanto às inativadas, elas não “imitam” a doença. O que fazem é enganar o sistema imune, pois este acredita que o agente infeccioso morto, ou uma partícula dele, representa perigo real e desencadeia o processo de proteção. São vacinas sem risco de causar infecção em pessoas imunodeprimidas ou em gestante e seu feto.

Vale destacar que algumas reações são normais após a vacina: vermelhidão, dor e edema no local da aplicação e febre. Mas, caso elas não desapareçam após dois ou três dias, é necessário procurar um médico. Para as pessoas alérgicas aos componentes da vacina, elas devem ser avaliadas pelo médico antes da imunização.

 

Calendário Nacional de Vacinação

 

CRIANÇAS

 

Ao nascer

BCG e Hepatite B: dose única

2 meses

Pentavalente (DTP + HB + Hib), VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) e Pneumocócica 10 (valente): 1ª dose

3 meses

Meningocócica C (conjugada): 1ª dose

4 meses

Pentavalente (DTP + HB + Hib), VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) e Pneumocócica 10 (valente): 2ª dose

5 meses

Meningocócica C (conjugada): 2ª dose

6 meses

Pentavalente (DTP + HB + Hib) e VIP (Vacina Inativada Poliomielite): 3ª dose

9 meses

Febre Amarela: dose inicial

12 meses

Pneumocócia 10V e Meningocócica C (conjugada): reforço

SRC (tríplice viral): 1ª dose

15 meses

VOP (Vacina Oral Poliomielite) e DTP (tríplice bacteriana).: 1º reforço

Hepatite A e SCRV (tetra viral): dose única

4 anos

DTP (tríplice bacteriana) e VOP (Vacina Oral Poliomielite): 2º reforço

Febre Amarela: reforço

9 anos

HPV quadrivalente: 2 doses

 

Adolescentes

 

10 a 19 anos

Hepatite B: 3 doses (a depender da situação vacina)

Dupla adulto (dT): 3 doses ou reforço (a depender da situação vacina)

SCR (tríplice viral: 2 doses (a depender da situação vacina)

Febre Amarela: dose inicial ou reforço

12 e 13 anos (meninos)

HPV quadrivalente: 2 doses

12 e 13 anos

Vacina meningocócica C (conjugada): reforço ou dose única

 

ADULTOS

 

20 a 49 anos

SCR (tríplice viral): 1 dose (a depender da situação vacinal)

20 a 59 anos

Hepatite B: 3 doses ( a depender da situação vacinal)

Dupla adulto (dT): 3 doses ou reforço (a depender da situação vacinal)

Febre amarela: dose inicial ou reforço

Gestantes

Hepatite B: 3 doses (a depender da situação vacinal)

 

IDOSOS

 

A partir dos 60 anos

Hepatite B: 3 doses (a depender da situação vacinal)

Dupla adulto (dT): doses ou reforço (a depender da situação vacinal)

Febre amarela: dose inicial ou reforço

 

Fonte: Ministério da Saúde

 

Matéria publicada na seção Bem-estar da Revista OdontoCompany nº 14 (página 22)

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