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Foco no coração – Revista The Message

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themessage_08_entrevista_pg10_2O especialista em treinamento empresarial Silvio Acherboim revela o que é preciso para ter mais motivação no trabalho e a receita para viver bem

Entrevista publicada na Revista The Message nº 8  (página 10) – Dez/Jan/Fev 2018

10/01/2018 – Formado em engenharia, com pós-graduação em administração, sociologia e marketing de serviços, Silvio Acherboim era um executivo tradicional. Até que resolveu afrouxar a gravata e sair do mundo corporativo para se dedicar à educação. Após anos como gerente de Relações de Mercado no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e professor na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), ele, há 16 anos, se dedica exclusivamente a treinamentos empresariais e desenvolvimento de pessoas.

Nesse período, já treinou mais de 70 mil pessoas. Em seu trabalho, utiliza metodologia lúdica, participativa e vivencial, com base no Design Thinking (processo crítico e criativo que permite organizar informações e ideias, tomar decisões, aprimorar situações e adquirir conhecimento) e no conceito atual de Fab Lab (laboratório de fabricação).

O objetivo disso tudo é mexer com o coração das pessoas e fazê-las olhar um pouco mais para si mesmas, a fim de descobrir o que as impede de crescer, unir as equipes e simplificar os processos. O resultado? Funcionários mais felizes, aumento nas vendas e melhora da qualidade dos produtos e serviços. Para saber mais sobre o assunto, confira a seguir a entrevista que Acherboim, que estará presente mais uma vez na Convenção Anual da AlphaGraphics, concedeu para a Revista The Message.

Como funciona o seu treinamento?

Eu ofereço treinamentos empresariais a partir de uma metodologia lúdica, participativa, vivencial e construída passo a passo com o cliente. Trabalho com o intuito de criar o que chamo de “Fab Lab Inspiration”, que é o conceito de descobrir o que realmente faz as pessoas atuarem e agirem de forma diferenciada e, mais, que “acordem” com vontade de lutar e crescer em suas funções junto às empresas que trabalham e ao mercado ao qual pertencem.  Os meus treinamentos podem durar uma hora, duas horas, um dia… tudo vai depender do  objetivo da empresa. Na sala, realizamos uma série de atividades dinâmicas para que os participantes levem consigo algo de útil e prático para o seu dia a dia e, principalmente, valorizem a empresa em que trabalham e as pessoas que estão ao seu lado.

Qual o objetivo principal das empresas quando te contratam? É sempre financeiro?

As melhores empresas estão descobrindo que o que elas querem está no coração das pessoas e, no meu treinamento, o que faço é justamente explicar para os participantes que o melhor está dentro deles. Eu os ajudo a parar por um período para se olhar, se perceber. A questão financeira acaba sendo uma consequência disso tudo.

De que forma o que é vivenciado nessa experiência impacta na vida profissional do participante?

As pessoas voltam para o trabalho diferente, até me atrevo a dizer que elas acordam diferentes, e mudam a maneira como se tratam, melhorando o clima na empresa. Não é nem que a pessoa se transforma, mas ela passa a enxergar o seu dia a dia de outra forma. Tudo isso também impacta nas vendas e na qualidade do serviço prestado. Uma vez, dei treinamento por um ano em uma unidade de uma companhia que seria vendida por conta de seu alto déficit. Após esse período, ela se tornou uma das áreas mais lucrativas, crescendo mês a mês, e isso sem que fosse preciso fazer demissões.

O que é preciso para ser um bom líder?

Um bom líder é quem tem a essência de ser um exemplo, é aquela pessoa que escuta muito o seu coração e os dos membros da equipe, que é sempre justa e humilde, e consegue tomar grandes decisões de forma centrada e sem pressa, equilibrando os pontos e ouvindo todos os lados.

E o que ele deve fazer para manter a equipe unidade e motivada? 

É preciso que ele faça a equipe ter senso de propósito, isso significa que todos do grupo devem enxergar o caminho que têm de percorrer. O principal ingrediente é sempre falar a verdade, e errar e aprender juntos. Quando uma equipe está motivada, a necessidade ou o problema de um passa a ser de todos.

O trabalho em equipe é importante, mas nem sempre fácil. Como resolver essa equação?

Muitos não sabem reconhecer as virtudes e a importância que o outro tem e nem o valor que possui e que pode ajudá-los a crescer e a alcançar mais rápido os degraus do sucesso tão almejado. Saber lidar com o outro é fundamental, mas se torna mais simples quando sabemos o que possuímos no íntimo, quando temos a noção de quem somos. Para trabalhar em equipe também é preciso conhecer quem está ao nosso lado, saber quais são os seus sonhos e o que busca na vida, afinal, como confiar em alguém que você não conhece?

O que é preciso para se destacar no trabalho?

Ajustar a percepção e olhar mais para o coração. Também não adianta ser uma pessoa fantástica na empresa e péssima na vida pessoal ou vice-versa. Somos um só, e temos de ser os mesmos em qualquer lugar. É preciso ainda levar a alma para o trabalho, fazer o que ama, se encaixar na empresa e ter ao redor pessoas que fazem sentido. Depois de muito tempo em uma empresa é normal entrar na zona de conforto, mas como sair dela? Eu não chamaria de zona de conforto, mas sim de efeito manada. É aquela história, se todo mundo fala mal, vou falar também. Se todo mundo reclama, vou reclamar também. E muitas vezes nem sabemos o porquê. Para sair disso cada um tem de cumprir o seu papel, se preocupar com quem está ao lado, mas de forma genuína, e não da boca para fora, estudar e estar aberto para escutar o que os outros têm a dizer.

Qual a sua receita para viver bem? 

Eu tenho uma receita que é muito minha: se amar, ter amor em casa e no trabalho e propósito na vida. A vida não precisa ser tão complicada. Claro que existe frustração e medo, mas não temos de ficar paralisados diante disso. Se errar, tente de novo, afinal, o acerto depois do erro é muito mais gostoso.

Saiba mais sobre o trabalho de Silvio Acherboim em www.silvioacher.com.br

Entrevista publicada na Revista The Message nº 8  (página 10) – Dez/Jan/Fev 2018

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